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Governo chinês condena invasão ao parlamento de Hong Kong

Pequim exigiu que autoridades locais 'restaurem a ordem social o mais rápido possível' e investiguem 'a responsabilidade criminal dos delinquentes'

Internacional|Da EFE

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Manifestantes invadiram parlamento de Hong Kong
Manifestantes invadiram parlamento de Hong Kong

O governo da China condenou "energicamente" nesta terça-feira (2) a invasão ao Conselho Legislativo de Hong Kong ocorrida na segunda-feira (1º) à noite por centenas de manifestantes e exigiu que as autoridades locais "restaurem a ordem social normal o mais rápido possível".

O Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado (Executivo) divulgou hoje uma declaração que chama a ação de "muito violenta".


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Além disso, assegura que "alguns ativistas extremistas, sob o pretexto de se oporem à emenda de certos regulamentos do governo de Hong Kong (a polêmica lei de extradição), danificaram voluntariamente as instalações do Conselho Legislativo".

Pequim mostrou seu "forte apoio" às autoridades de Hong Kong e à polícia local para "cuidar do incidente de acordo com a lei" e "investigar a responsabilidade criminal dos delinquentes violentos".


Os atos, segundo o gabinete, "violam o Estado de direito, menosprezam a ordem social e prejudicam os interesses fundamentais" da ex-colônia britânica, ao mesmo tempo que representam um "desafio descarado" no princípio de 'um país, dois sistemas' que rege a autonomia em certas áreas da qual desfruta Hong Kong.

O porta-voz da organização reiterou seu apoio aos líderes locais e aos policiais para que "cumpram suas tarefas", entre as quais a "restauração da ordem social, normalizando o mais rápido possível, salvaguardar a segurança pessoal e das propriedades dos cidadãos, assim como a prosperidade e estabilidade de Hong Kong".


A manifestação de ontem aconteceu no mesmo dia do 22º aniversário da transferência da soberania de Hong Kong para a China pelo Reino Unido, e cerca de 550 mil pessoas participaram do ato.

Esta foi a última de várias manifestações nas últimas semanas a exigir a retirada do polêmico projeto de extradição, o que facilitaria a entrega de suspeitos a outras jurisdições, incluindo a China continental.

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