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Índia manda prender youtuber por suposta espionagem para o Paquistão

Influenciadora é acusada de compartilhar informações com agente paquistanês em meio a tensões entre os dois países

Internacional|Do R7

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Índia manda prender youtuber por suposta espionagem para o Paquistão Divulgação/Jyoti Malhotra

A polícia da Índia prendeu a youtuber Jyoti Malhotra, uma influenciadora que grava vídeos sobre viagens para o YouTube, sob suspeita de espionagem para o Paquistão. A prisão, anunciada no domingo (19), ocorre em meio a tensões entre os dois países, que firmaram um cessar-fogo no início do mês após um conflito armado de quatro dias.

Malhotra, que se descreve nas redes sociais como uma “garota moderna com ideias antigas” e possui 377 mil inscritos no YouTube, teria viajado ao Paquistão várias vezes, a última delas em março deste ano, segundo a rede britânica BBC.

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A polícia de Haryana, estado no norte da Índia onde a influencer reside, alega que ela mantinha contato com Ahsan-ur-Rahim, um alto funcionário do Alto Comissariado do Paquistão, expulso da Índia em 13 de maio por atividades “não condizentes com seu status oficial”. A primeira reunião entre Malhotra e o funcionário teria ocorrido em 2023, quando ela buscou um visto em Délhi.

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“Ela era uma blogueira de viagens e, na busca por visualizações, seguidores e conteúdo viral, caiu em uma armadilha”, afirmou Shashank Kumar Sawan, superintendente de polícia do distrito de Hisar, em Haryana, à imprensa, segundo a rede norte-americana CNN.

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A polícia também investiga possíveis ligações de Malhotra com o ataque a turistas em Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, em 22 de abril, que deixou 26 mortos. O Paquistão nega envolvimento no incidente.

As autoridades questionam como Malhotra, que documentou viagens a destinos como Bangladesh, China, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, financiava suas jornadas, alegando que sua renda declarada não condiz com os custos.

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“Estamos analisando seus dados financeiros. Os detalhes das viagens dela desmentem sua fonte de renda”, disse Sawan, segundo a CNN. A polícia também afirmou que Malhotra mantinha contato com outros influenciadores do YouTube e fazia “viagens patrocinadas” ao Paquistão.

O pai da youtuber negou as acusações, afirmando à BBC que ela obteve as permissões necessárias para viajar ao Paquistão. À CNN, ele declarou desconhecer as viagens da filha, dizendo que ela produzia vídeos caseiros. Malhotra ainda não foi formalmente acusada.

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Nos vídeos postados em março, Malhotra aparece explorando templos hindus e sikh, mercados locais e interagindo com moradores no Paquistão. Um de seus últimos vídeos mostra sua participação em um jantar de Ramadã no Alto Comissariado do Paquistão em Délhi.

A prisão de Malhotra não é um caso isolado. A polícia do estado de Punjab, também no norte da Índia, prendeu na segunda-feira (19) duas pessoas acusadas de vazar informações militares confidenciais para o Paquistão.

Em um comunicado publicado no X, a polícia disse que os suspeitos teriam divulgado detalhes sobre movimentos de tropas e localizações estratégicas. Eles podem responder por violar a Lei de Segredos Oficiais da Índia, com pena de até prisão perpétua.

As tensões entre Índia e Paquistão escalaram após o ataque contra turistas em Pahalgam, em abril. Depois do atentado, a Índia lançou uma operação militar em território paquistanês, objetivando o que o país descreveu como “infraestrutura terrorista”. Durante quatro dias, os dois países trocaram ataques com mísseis, drones e artilharia, resultando em dezenas de mortes.

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