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Irã anuncia que frustrou complô estrangeiro para matar comandante

Governo diz que morte do comandante da unidade especial Força Quds, Qasem Soleimani, seria uma desculpa para iniciar 'guerra religiosa'

Internacional|Da EFE

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Soleimani é encarregado de operações do Irã no Oriente Médio
Soleimani é encarregado de operações do Irã no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta quinta-feira (3), que frustrou um complô estrangeiro que pretendia assassinar o comandante da unidade especial Força Quds, Qasem Soleimani, encarregado das operações do Irã no Oriente Médio.

Segundo o chefe da Organização de Inteligência da corporação militar de elite iraniana, Hossein Taeb, o assassinato foi planejado há anos pelos serviços de inteligência de Israel e alguns países árabes.


Guerra religiosa

O objetivo era "desencadear uma guerra religiosa dentro do Irã" e atribuir o assassinato a um "ato de vingança interna", revelou Taeb em reunião com outros comandantes, segundo a página oficial da Guarda Revolucionária, Sepah News.


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Taeb explicou que foram detidos três terroristas cujos planos eram cometer o assassinato durante as cerimônias de luto xiitas, que são realizadas no mês do Muharram - o primeiro do calendário islâmico — para lembrar o martírio do ímã Hussein, coincidindo com o aniversário da morte de Fátima, a filha do profeta Maomé.

Planos incluíam túneis e explosivos


Segundo o chefe da Organização de Inteligência, os estrangeiros pretendiam comprar uma casa perto do centro religioso do pai de Soleimani, na sua província natal de Kerman, no sudeste do país.

Eles cavariam um túnel e instalariam entre 350 e 500 quilos de explosivos debaixo do centro. A detonação ocorreria quando o comandante da Força Quds chegasse ao local para participar da cerimônia, como em todos os anos.


Taeb afirmou que a Guarda Revolucionária monitorava de perto a célula terrorista, inclusive quando foi enviada a países vizinhos para receber treinamento.

Soleimani esteve presente na Síria e no Iraque supervisionando a luta contra os jihadistas das milícias respaldadas pelo Irã e foi o encarregado, em novembro de 2017, de anunciar a vitória sobre o grupo Estado Islâmico.

O comandante da Força Quds também tem relações com o grupo xiita libanês, Hezbollah, organizado pela Guarda Revolucionária iraniana e inimigo de Israel, e recebeu em março deste ano a maior condecoração militar do Irã, a Ordem de Zolfaghar.

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