Israel acusa Hamas de manipular população palestina
Cônsul afirma que, se uma invasão palestina ocorresse, a segurança de Israel também estaria ameaçada e o número de mortes seria muito maior
Internacional|Eugenio Goussinsky, do R7

A população palestina está sendo cruelmente manipulada pelo grupo Hamas, que busca utilizar como propaganda as mortes nas manifestações dos últimos dois dias na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.
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Essa é a posição do governo de Israel, que, segundo o cônsul de Israel em São Paulo e na região Sul do Brasil, Dori Goren, está apenas usando o direito de defender as fronteiras. Ele afirma que poderia haver uma catástrofe muito maior caso milhares de palestinos invadissem o país.
— O Exército deixou claro que há uma zona de 300 metros da fronteira que não pode ser ultrapassada. Israel está defendendo seu direito de soberania e defesa. A reação mundial a isso é absurda. Uma organização terrorista tem estimulado a derrubada de uma cerca de proteção, para milhares de palestinos invadirem, matarem, detruírem kibutzim. O Exército está atirando em quem realmente se aproxima da fronteira e lança bombas.
Goren concorda que as armas utilizadas nas manifestações não oferecem tanto perigo como um armamento militar. Mas, segundo ele, se uma invasão palestina ocorresse, a segurança de Israel também estaria ameaçada, independentemente do tipo de armamentos. E ele considera que, na verdade, o Hamas, que afirma não ser o organizador dos protestos, tem consciência de sua incapacidade de invadir Israel. E busca se promover por meio das vítimas.
— Concordo que o Hamas não tem capacidade militar e nem armas para causar danos estratégicos. Utilizam bombas e coquetéis molotov. O motivo verdadeiro desses protestos não é invadir. Eles sabem que Israel não vai deixar, mas querem dar a falsa impressão de que se trata de um confronto entre Davi e Golias ou de um heroi contra um vilão. O objetivo é conseguir baixas palestinas. É a visão de quanto mais mortos, melhor para conseguir a simpatia da opinião pública.
Para o cônsul, as mortes das vítimas são lamentáveis e isso poderia ser evitado caso o grupo não utilizasse escudos humanos, levando mulheres e crianças junto com os combatentes.
— Lamentamos profundamente as baixas palestinas. E ainda mais porque elas são fruto do cinismo do Hamas, que manda essas pessoas para a morte.
Ele explica o porquê de o Exército atirar, mesmo sabendo da possibilidade de os militantes estarem ao lado de mulheres e crianças.
— Os terroristas se aproximam junto com mulheres e crianças, e o Exército não pode deixar a cerca ser derrubada. Se isso ocorresse, teria de atirar contra 6 ou 7 mil pessoas e seria muito pior. Justamente para evitar isso que não deixamos que ocorra a invasão.
No registro mais recente, o número total de vítimas fatais nos últimos dois dias de conflitos na região já chega a 61.
No momento em que se completam 70 anos desde a fundação do Estado de Israel (em 14 de maio de 1948, pelo calendário gregoriano), as comemorações do aniversário, que se encerram nesta quarta-feira (25), no calendário judaico, remetem às transformações d...
No momento em que se completam 70 anos desde a fundação do Estado de Israel (em 14 de maio de 1948, pelo calendário gregoriano), as comemorações do aniversário, que se encerram nesta quarta-feira (25), no calendário judaico, remetem às transformações do país durante este período. Na foto, em 1952, Tel Aviv já era uma das cidades israelenses mais importantes


























