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Japão orienta quase 2 milhões de pessoas a deixar áreas costeiras após alerta de tsunami

Ondas de até 50 centímetros já atingiram a costa; autoridades alertam que risco pode durar mais de um dia e suspenderam voos e balsas

Internacional|Do R7

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Japão segue com alerta para tsunami após terremoto na Rússia
Japão segue com alerta para tsunami após terremoto na Rússia

Quase 2 milhões de moradores do Japão receberam ordens para deixar suas casas e se deslocar para locais seguros após a chegada de ondas de tsunami na manhã desta quarta-feira (30). Ondas se iniciaram após terremoto de 8,8 ser registrado no mar, a cerca de 100 km da Península de Kamtchatka, na Rússia.

O alerta foi emitido pela Agência de Gestão de Incêndios e Desastres, que determinou a mobilização em 21 prefeituras do país, entre elas Hokkaido, Kanagawa e Wakayama — as mais afetadas.


Vídeos divulgados por agências como Reuters e Nippon News Network mostram moradores de Hokkaido buscando abrigo em telhados enquanto sirenes de emergência soavam em diferentes pontos da ilha. Até o momento, as ondas registradas ficaram entre 30 e 50 centímetros, abaixo da previsão inicial de até três metros. Ainda assim, autoridades alertam para a possibilidade de mudanças repentinas e reforçam que novos picos podem ocorrer ao longo do dia.

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A situação também afeta a infraestrutura do país. O aeroporto internacional de Sendai, no norte de Tóquio, interrompeu suas operações, e balsas de Hokkaido, Aomori e da Baía de Tóquio foram suspensas.


A usina nuclear de Fukushima, localizada na mesma região, segue sob monitoramento. A Tokyo Electric Power Company (TEPCO) informou que todo o pessoal foi deslocado para áreas mais altas e que não há registro de feridos ou de anormalidades na unidade — cenário que trouxe à memória o desastre nuclear causado pelo tsunami de 2011.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, as condições de risco devem persistir por pelo menos 24 horas. O órgão alertou ainda que, se as ondas coincidirem com o período de maré alta, o nível do mar poderá subir além do esperado. Por isso, moradores das regiões sob risco são orientados a permanecer nos abrigos até que os avisos sejam suspensos.

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