O que se sabe sobre exercício nuclear anunciado pela Rússia, o maior desde a Guerra Fria
Treinamento mobilizará cerca de 64 mil militares e 7.800 equipamentos, entre eles mais de 200 lançadores de mísseis
Internacional|Do R7
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A Rússia anunciou nesta terça-feira (19) a realização do maior exercício nuclear desde o fim da Guerra Fria, em 1991. Segundo o Ministério da Defesa russo, entre os dias 19 e 21 de maio, as Forças Armadas do país participam de treinamentos voltados à “preparação em caso de ameaça de agressão”.
A operação inclui testes com armas nucleares posicionadas em Belarus, aliado estratégico de Moscou. O exercício mobiliza cerca de 64 mil militares e 7.800 equipamentos, entre eles mais de 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos.
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Além disso, Moscou deslocou para o território bielorrusso o míssil hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear. Mísseis balísticos intercontinentais e mísseis de cruzeiro também devem ser testados durante as manobras.
O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões provocadas pela guerra na Ucrânia. Nos últimos dias, russos e ucranianos realizaram alguns dos ataques aéreos mais intensos desde o início do conflito, deixando dezenas de mortos. Nesta terça-feira (19), quatro pessoas morreram nas regiões de Chernigiv e Sumy, no norte da Ucrânia, enquanto Moscou voltou a ser alvo de bombardeios no fim de semana.
Os exercícios militares também ocorrem em meio ao fortalecimento da relação entre Rússia e China. O presidente, Vladimir Putin, chegou nesta terça-feira a Pequim para se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, poucos dias depois da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao território chinês.
A viagem marca a 25ª visita oficial de Putin à China ao longo de mais de duas décadas no poder. Nesse período, Moscou e Pequim aprofundaram a cooperação nas áreas comercial, diplomática e de segurança, impulsionadas pela proximidade entre os dois líderes, que frequentemente se referem um ao outro como “velhos amigos”.
Antes da viagem, Putin divulgou uma mensagem na qual exaltou os laços entre os dois países e afirmou que a parceria bilateral alcançou um “nível verdadeiramente sem precedentes”.
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