Maduro diz que apresentará na segunda-feira (15) provas do 'intervencionismo' americano no país
Político venezuelano declarou que sempre existem "dificuldades com os EUA porque estão sempre conspirando"
Internacional|Do R7
O candidato chavista à eleição presidencial deste domingo (14) e presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que na segunda-feira (15) apresentará "novas evidências" do intervencionismo dos Estados Unidos em seu país.
"Com os Estados Unidos há sempre dificuldades porque estão sempre conspirando. Amanhã vamos apresentar novas provas da intervenção direta de funcionários da embaixada americana em situações internas da Venezuela", declarou Maduro durante coletiva de imprensa logo após votar em um colégio eleitoral de Caracas.
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"O que aconteceria se um militar venezuelano, adido militar na embaixada da Venezuela em Washington, começasse a buscar militares no Pentágono para desacreditar a autoridade de (Barack) Obama ou para levantar-se contra Obama?", acrescentou Maduro, quando perguntado se trabalhá para melhorar as relações diplomáticas com os Estados Unidos, se eleito presidente.
"Enquanto estiver aqui como presidente e a revolução no governo da Venezuela não aceitaremos que humilhem a dignidade deste país", declarou.
Maduro, que horas antes de notificar a morte de Hugo Chávez em 5 de março anunciou a expulsão de dois adidos militares de embaixada americana acusados de conspiração, assegurou que a regularização das relações diplomáticas dependerá "do respeito a nosso país".
"Estamos sempre prontos", insistiu Maduro, que entre 2006 e 2012 foi chanceler.
Os Estados Unidos responderam à expulsão de seus adidos militares com a expulsão de dois diplomatas venezuelanos em solo americano.
Em 25 de março o governo venezuelano também anunciou a suspensão do "canal de comunicação" informal criado no fim de 2012 entre Washington e Caracas.
Desde que Chávez chegou ao poder, em 1999, os dois países têm uma relação tensa, apesar de a Venezuela, com as maiores reservas de petróleo do mundo, vender cerca de 900 mil barris de petróleo por dia para seu vizinho do norte.
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