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Manifestante morre no Cairo durante confrontos com a polícia na praça Tahrir

Morte ocorreu na praça Tahrir, há cerca de 3 km da rua onde torcedores do Al Ahly atacaram a Federação de Futebol do país

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Manifestantes carregam homem atingido durante protesto na praça Tahrir
Manifestantes carregam homem atingido durante protesto na praça Tahrir

Um manifestante morreu neste sábado (9) no Cairo durante confrontos com a polícia perto da praça Tahrir, declarou à agência de notícias France Presse o chefe dos serviços de emergência egípcios, Mohammad Sultan.

A vítima morreu asfixiada na ambulância que a transportava depois de ter aspirado o gás lacrimogêneo utilizado pelas forças de segurança, que enfrentam centenas de manifestantes revoltados, declarou.


Um jornalista da AFP também viu o corpo de um homem declarado morto pelos médicos que jazia em uma mesquita próxima, sem que fosse possível dizer se era a mesma pessoa ou uma nova vítima. A televisão estatal exibiu imagens de manifestantes levados em ambulâncias.

Segundo a AFP, este tipo de confronto na região vem ocorrendo de maneira esporádica, há várias semanas, entre grupos de jovens e policiais.


Por isso, segundo a agência Associated Press, não é possível garantir que a morte deste sábado na praça Tahrir tenha relação com outros protestos ocorridos hoje no Cairo.

A cerca de 3 km da Tahrir, a Federação de Futebol do Egito e um clube policial foram invadidos, atacados e incendiados por torcedores do time Al Ahly.


Eles estavam revoltados com uma decisão da Justiça egípcia, que absolveu 28 pessoas acusadas de envolvimento no massacre ocorrido em 1º de fevereiro em um estádio de Port Said (norte do país), quando uma briga generalizada de torcidas deixou 72 mortos.

Na ocasião, torcedores do Al Masry, de Port Said, e Al Ahly, do Cairo, se enfrentaram em campo, em uma tragédia que deixou 72 mortos — a maioria de cairotas.


Além de absolver 28 acusados, o tribunal condenou hoje cinco pessoas à prisão perpétua, outras 19 a penas que variam de 1 a 15 anos de prisão e confirmou a pena de morte anunciada em janeiro para 21 acusados — eles deverão ser enforcados.

Apesar das punições a 45 acusados, a absolvição das 28 pessoas revoltou os "Ultras", como são chamados os torcedores do Al Ahly, que invadiram a federação e um clube locais.

Até a publicação desta reportagem, não havia registro de mortes no protestos dos torcedores.

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