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Milhares de opositores e chavistas voltam às ruas de Caracas pelo fim da violência em protestos

Três semanas de manifestações estudantis deixaram saldo de nove mortos na Venezuela

Internacional|Do R7

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A morte da Miss Génesis Carmona com um tiro na cabeça gerou revolta entre os venezuelanos
A morte da Miss Génesis Carmona com um tiro na cabeça gerou revolta entre os venezuelanos

Milhares de opositores e chavistas saíram às ruas de Caracas, na Venezuela, neste sábado (22), para exigir o desarmamento dos grupos paramilitares e para pedir o fim da violência, após quase três semanas de protestos estudantis com saldo de nove mortos.

Os opositores se reuniram nas proximidades de um centro comercial de Sucre, reduto da oposição que foi, ao lado do vizinho Chacao, cenário de protestos noturnos, que em alguns casos viraram batalhas campais com as forças de segurança e com a intervenção de civis armados apontados como membros dos denominados "coletivos", simpatizantes do chavismo.


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Em entrevista à AFP, um dos líderes da Mesa de Unidade Democrática (MUD), Ramón Guillermo Aveledo, comenta a iniciativa.


— O Estado deve deter estes grupos que atuam como paramilitares. É inaceitável que existam grupos armados que estão fora de controle.

Em atos vinculados às manifestações, iniciadas na cidade de San Cristóbal (oeste), foram registradas nove mortes, segundo um balanço oficial, cinco delas por ferimentos de bala e quatro em outro tipo de incidentes.


A passeata da oposição deste sábado foi convocada por Henrique Capriles, governador de Miranda e candidato derrotado por pequena margem pelo presidente Nicolás Maduro na eleição de abril de 2013.

Manifestações


Os protestos, que começaram com estudantes de San Cristóbal e contra a insegurança que afeta o país, chegaram a outros pontos da Venezuela e passaram a ter outros temas, como a crise econômica, a inflação, a repressão policial e a libertação dos detidos nas manifestações.

Os manifestantes também demonstram apoio a Leopoldo López, outro líder opositor e principal promotor dos protestos, que está em prisão preventiva desde terça-feira em uma unidade militar na região de Caracas, acusado de estimular a violência.

Maduro chama os protestos de "golpe de Estado em desenvolvimento", nega qualquer vínculo com grupos armados ilegais e atribui a violência a pistoleiros colombianos contratados pela oposição.

No centro de Caracas, reduto governista, uma multidão, em sua maioria do sexo feminino, participava na manifestação "mulheres pela paz e pela vida", convocada pelo chavismo.

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