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Milhares de partidários de presidente deposto protestam no Egito

Uma pessoa morreu e pelo menos seis ficaram feridas em confrontos

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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"Lealdade ao sangue dos mártires" é o lema dos manifestantes pró-Mursi que protestaram nesta sexta-feira
"Lealdade ao sangue dos mártires" é o lema dos manifestantes pró-Mursi que protestaram nesta sexta-feira

Milhares de islamitas protestavam nesta sexta-feira (13) no Egito para exigir a volta ao poder do presidente Mohamed Mursi, destituído pelo Exército no início de julho. Confrontos foram registrados em várias cidades, uma pessoa morreu e, pelo menos, outras nove ficaram feridas.

No Cairo, quase um mês depois da violenta dispersão das manifestações de milhares de pró-Mursi pelo Exército e pela polícia, em 14 de agosto, milhares de pessoas saíram às ruas em direção à praça Rabaa al-Adawiya, que teve os acessos bloqueados por soldados.


Junto com a Praça Nahda, a Rabaa al-Adawiya foi o epicentro dos confrontos entre manifestantes e policiais, com a destruição dos acampamentos de leais a Mursi no Cairo que terminou com a morte de centenas de pessoas.

As manifestações desta sexta-feira tiveram como lema "Lealdade ao sangue dos mártires". Várias pessoas exibiam imagens de manifestantes pró-Mursi mortos, gritando "Conquistaremos o seus direitos (pelo que lutaram, ndlr) ou morreremos como eles", indicou um jornalista.


Os manifestantes também bradavam "Abaixo o poder militar", contra o Exército que destituiu e prendeu Mursi.

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Os militares derrubaram Mursi depois de grandes manifestações contra o governo reunindo milhões de egípcios no fim de junho, e nomearam um governo civil para substituí-lo.


Eles também gritavam "Abdel Fattah é um açougueiro", em referência ao general Abdel Fattah al-Sissi, chefe do Exército e novo homem forte do país.

Em Alexandria, maior cidade do litoral norte, confrontos esporádicos foram registrados entre pró e anti-Mursi, deixando um morto, segundo a agência Mena e pelo menos seis pessoas ficaram feridas em enfrentamentos com pedradas e balas de chumbo entre opositores e aliados de Mursi em uma grande manifestação que saiu da mesquita de Al Sahaba rumo à ponte Stanley após a reza do meio-dia.

Citando fontes do Ministério da Saúde, a agência acrescentou que um dos feridos é o motorista de um veículo com alto-falantes que participava da manifestação, organizada pela Irmandade Muçulmana, e que foi apunhalado no pescoço.

Policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Mahalla e Tanta, no Delta do Nilo, informaram fontes de segurança e a imprensa estatal.

Em meados de agosto, pelo menos mil pessoas morreram, pró-Mursi em sua imensa maioria, além de algumas dezenas de membros das forças de segurança, em manifestações exigindo o retorno de Mursi, ou em ataques contra o Exército e a Polícia.

Diante da violência, o governo prolongou na quinta em mais dois meses o estado de emergência no país, onde um toque de recolher noturno está imposto em 14 das 27 províncias, das 21h00 GMT às 04h00 GMT (18h00 à 01h00 de Brasília) todas as noites, à exceção das sextas-feiras.

Uma onda sem precedentes de prisões enfraqueceu a Irmandade Muçulmana de Mursi, primeiro presidente democraticamente eleito do Egito.

Mais de 2.000 membros da Irmandade Muçulmana foram presos e quase todas as lideranças do movimento estão sendo julgadas por assassinato ou incitação ao assassinato.

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