Nasa prepara missão para evitar que telescópio caia na Terra; entenda
Observatório Neil Gehrels Swift está perdendo altitude após passar mais de 20 anos investigando fenômenos do cosmos
Internacional|Do R7
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Após 22 anos em operação, o Observatório Neil Gehrels Swift enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história. O telescópio espacial da Nasa, que passou mais de 20 anos investigando fenômenos do cosmos, está perdendo altitude e corre o risco de reentrar na atmosfera da Terra em 2026. Para tentar prolongar a vida do equipamento, a agência espacial americana planeja uma missão de resgate: uma nave robótica deverá se aproximar do observatório, capturá-lo e reposicioná-lo em uma órbita mais alta.
O Swift tem como principal missão acompanhar explosões de raios gama, consideradas algumas das ocorrências mais intensas do universo. Esses eventos liberam enormes quantidades de energia em poucos segundos e ajudam pesquisadores a estudar processos responsáveis pela criação de elementos pesados, como ouro e platina. Ao longo de sua trajetória, o telescópio já identificou mais de 2 mil dessas explosões e se tornou uma ferramenta essencial para a astronomia.
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Desde que foi colocado em órbita, em 2004, o Swift passou por uma lenta redução de altitude. O telescópio começou sua missão a cerca de 600 quilômetros da Terra, mas a interação constante com a atmosfera superior do planeta foi diminuindo gradualmente sua órbita. Hoje, ele está a aproximadamente 370 quilômetros da superfície.
A perda de altitude se acelerou nos últimos anos por causa do aumento da atividade solar. Durante fases de maior intensidade do Sol, a atmosfera terrestre se expande e aumenta a resistência sobre objetos em órbita baixa, fazendo com que eles desacelerem e se aproximem cada vez mais do planeta. Como o Swift não possui um sistema próprio de propulsão para realizar correções, a queda passou a acontecer em ritmo mais rápido.
Diante do risco de perder o observatório, a Nasa decidiu buscar uma alternativa. Em 2025, a agência escolheu a Katalyst Space Technologies para desenvolver a nave robótica Link, criada para realizar uma missão de resgate: alcançar o telescópio, conectar-se a ele e ajudar a reposicioná-lo em uma órbita mais elevada.
A previsão é que a Link seja lançada em 27 de junho por um foguete Pegasus XL. Depois de passar por uma fase de testes, a nave deverá iniciar a aproximação do Swift e, caso a operação tenha sucesso, utilizará braços robóticos para capturar o observatório e conduzi-lo gradualmente para uma região mais segura do espaço.
A missão, no entanto, envolve grandes desafios. O Swift não foi construído para receber esse tipo de intervenção em órbita, e os engenheiros precisam considerar fatores como o desgaste causado por mais de 20 anos de operação, possíveis falhas durante a captura e novas tempestades solares que poderiam acelerar novamente sua descida.
Além de tentar preservar um dos principais observatórios da Nasa, a operação também representa um teste para uma nova estratégia da exploração espacial: recuperar e prolongar a vida útil de equipamentos já em funcionamento, em vez de substituí-los por novos.
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