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Obama fará ricos pagarem mais impostos

Depois de conquistar reeleição, líder está se dedicando ao equilíbrio das contas públicas

Internacional|Do R7

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Obama quer aumentar impostos para os ricos para equilibrar contas
Obama quer aumentar impostos para os ricos para equilibrar contas DOUG MILLS/NYT

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (9) que os ricos deverão pagar mais impostos para que seja possível reduzir o gigantesco déficit fiscal do país, em seu primeiro pronunciamento sobre a questão do abismo fiscal após ter sido reeleito.

"Não há atalhos até a prosperidade. Se realmente queremos reduzir o déficit [público federal], devemos combinar cortes de gastos com ingressos e isso significa pedir aos norte-americanos mais ricos que paguem um pouco mais de impostos", disse Obama da Casa Branca.


O presidente também anunciou que convidará líderes republicanos e democratas do Congresso à Casa Branca para negociar uma maneira de evitar um ajuste fiscal e o aumento dos impostos conhecidos como "abismo fiscal", no início de 2013, informou um funcionário do governo nesta sexta-feira.

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Os legisladores convidados na próxima semana serão o presidente da câmara baixa, o republicano John Boehner, o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, e os principais líderes partidários do Congresso.

Os diálogos buscarão evitar o "precipício fiscal", uma somatória de cortes de gasto e alta de impostos que serão acionados em 1º de janeiro de 2013 caso não seja atingido um acordo sobre novos mecanismos para reduzir o déficit público.


Especialistas temem que esse cenário possa gerar uma nova recessão.

Obama manifestou sua vontade de alcançar um compromisso sobre um plano para reduzir o déficit, mas deixou claro que rejeita o plano dos republicanos de elevar impostos.

"Esta foi uma questão central durante a eleição. Na terça-feira (6) à noite, soubemos que a maioria dos norte-americanos concorda com a minha abordagem", afirmou.

"Quero ser claro. Não estou casado com cada detalhe de meu plano. Estou aberto a um compromisso. Estou aberto a novas ideias. [Contudo], rejeito qualquer enfoque que não seja equilibrado", afirmou.

"Não pedirei a estudantes, aposentados e famílias de classe média para que paguem por todo o déficit, enquanto que pessoas como eu que ganham mais de R$ 500 mil (250 mil dólares) por ano não arquem nada mais. Não farei isso", afirmou.

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