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Obama reitera que não há espaço para abusos no Exército

"É inaceitável que a má conduta de alguns manche a instituição", disse, em discurso realizado na Academia Naval

Internacional|Ansa

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursou na quinta-feira (23) na Universidade de Segurança Nacional em Washington, capital dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursou na quinta-feira (23) na Universidade de Segurança Nacional em Washington, capital dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou nesta sexta-feira (24) que não existe espaço no Exército norte-americano para os militares que cometem abusos sexuais.

"Aqueles que cometem delitos sexuais não têm lugar no Exército. É inaceitável que a má conduta de alguns manche a instituição", disse, em discurso realizado na Academia Naval.


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Obama acrescentou que aquele que comete um abuso não comete somente um crime, mas coloca em risco a reputação das Forças Armadas. "Precisamos estar determinados em acabar" com esta atitude, concluiu.


O tema tornou-se uma grande preocupação para o atual governo norte-americano após ser registrado um aumento no número de abusos dentro das Forças Armadas.

Um estudo recente feito pelo Pentágono revelou que no ano fiscal de 2012 (que acabou em setembro do ano passado), 26 mil militares norte-americanos sofreram estupros ou abusos sexuais. Isso representou um aumento significativo sobre o ano fiscal anterior, quando 19 mil militares dos EUA sofreram esse tipo de violência, quase sempre perpetrada por colegas.


Ao mesmo tempo, em 2012 foram feitas 3.374 denúncias de estupros e abusos sexuais nas Forças Armadas dos EUA, acima das 3.192 denúncias feitas em 2011. Isso mostra que a maioria dos casos não foi nem denunciada pelas vítimas, seja por medo de represálias dos agressores ou pelo temor de que os criminosos não sejam punidos. 

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