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ONU diz que 100 mil pessoas foram feridas em dois anos de conflito na Síria

Número se soma aos 70 mil mortos também reconhecidos pelas Nações Unidas

Internacional|, com Reuters

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Após dois anos de conflito, a guerra na Síria pode ter deixado mais de 70 mil mortos, assume a ONU
Após dois anos de conflito, a guerra na Síria pode ter deixado mais de 70 mil mortos, assume a ONU GIANLUIGI GUERCIA/AFP

Aproximadamente 100 mil pessoas foram feridas nos dois anos de conflito bélico entre forças governamentais e grupos rebeldes armados na Síria, dos quais 25 mil teriam ficado com algum tipo de incapacidade física permanente, afirmou nesta segunda-feira (11) a comissão investigadora da ONU para esse país.

Essas 100 mil pessoas feridas se somam aos 70 mil mortos reconhecidos pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, entidade que também já reconheceu que este número — tido como conservador — pode ser ainda maior.


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"Conforme os confrontos se estendem na Síria, os civis fogem e passam a lutar por espaços seguros. O resultado desta ação é uma maré de deslocamento, com milhões apanhados em meio à crise, traumatizados e que necessitam apoio psicológico", afirmou o presidente da comissão, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

Segundo o relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que é realizado em Genebra, o aumento da violência nas últimas semanas sugere que, entre os um milhão de sírios que se refugiaram em países vizinhos nos dois últimos anos, 160 mil teriam feito esse êxodo "em um período de apenas 12 dias" e nas últimas semanas.


Governo sírio supostamente usa milícias para assassinatos em massa

O relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU também apontou que o governo sírio supostamente está usando milícias locais conhecidas como comitês populares para cometer assassinatos em massa que são, por vezes, de natureza sectária.


A revolta na Síria começou há dois anos como protestos em grande parte pacíficos, mas se transformou em uma guerra civil opondo principalmente rebeldes sunitas contra o presidente Bashar al-Assad, cuja fé alauíta é uma ramificação do islamismo xiita.

"Em uma tendência preocupante e perigosa, assassinatos em massa supostamente perpetrados pelos comitês populares têm, por vezes, tomado tons sectários", disse a comissão de inquérito da ONU sobre a Síria, liderada pelo brasileiro Paulo Pinheiro, em seu último relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

Os investigadores, que citam relatos de testemunhas e vítimas, também disseram que as pessoas estavam sendo perseguidas ou presas pelos comitês porque são de regiões consideradas como sendo de apoio à rebelião.

Ambos os lados do conflito, que está atolado em um "impasse destrutivo", cometeram violações contra civis, disseram os investigadores da ONU. Os corpos dos mortos em massacres foram queimados ou jogados em rios, acrescentaram.

As forças rebeldes regularmente executam soldados sírios e milicianos capturados, e criaram centros de detenção em Homs e Aleppo, disse o relatório.

O embaixador da Síria, Faysal Khabbaz Hamoui, tomou a palavra no Conselho para negar o relatório, afirmando que foi feito como base em "informações parciais a partir de fontes não confiáveis​​", e acusou Catar e Turquia de "apoiar o terrorismo" em seu país".

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