Otan: se Síria utilizar armas químicas, reação internacional será imediata
Secretário-geral diz que utilização de armas químicas seria "totalmente inaceitável"
Internacional|Do R7

A utilização de armas químicas por parte da Síria provocaria uma "reação internacional imediata", declarou nesta terça-feira (4) o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.
"Uma eventual utilização de armas químicas seria totalmente inaceitável para a comunidade internacional. Eu espero uma reação imediata da comunidade internacional" se for o caso, declarou Rasmussen antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores dos países da Otan em Bruxelas.
Um funcionário americano afirmou na segunda-feira (3) que Damasco está misturando os componentes necessários para um uso militar do gás sarin, que provoca primeiro uma paralisia completa e depois a morte.
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Horas antes da advertência de Rasmussen, o presidente americano, Barack Obama, ameaçou diretamente o líder sírio, Bashar al Assad. "Recorrer às armas químicas é e seria totalmente inaceitável", disse Obama durante um discurso em Washington.
— Se você cometer o trágico erro de utilizar estas armas, haverá consequências e você responderá por elas. Não podemos permitir que o século XXI seja ofuscado pelas piores armas do século XX.
Rasmussen também indicou que espera uma resposta favorável dos ministros à demanda da Turquia de mobilizar mísseis Patriot perto de sua fronteira com a Síria.
"Espero que o Conselho de Ministros decida nesta tarde reforçar as capacidades de defesa aérea da Turquia [...] para garantir a proteção da população e do território turco", disse perante a imprensa.
— A situação na fronteira sudeste da Otan é uma fonte de grande inquietação. A Turquia pediu o apoio da Aliança. E nós somos totalmente solidários com a Turquia.
Rasmussen informou que a mobilização dos mísseis Patriot por parte dos três países da Otan que os possuem — Estados Unidos, Alemanha e Holanda — pode se tornar efetiva em alguma semanas. Seu objetivo, reiterou, será "totalmente defensivo" e "não será de nenhuma forma uma maneira de promover uma zona de exclusão aérea ou uma operação ofensiva".












