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Pais de criança que morreu sem ser vacinada são investigados por homicídio culposo por omissão

Italiana tinha quatro anos e não recebeu a imunização adequada porque seus pais acreditaram em informações falsas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma menina de quatro anos morreu de difteria em Palermo, Itália, após não ser vacinada.
  • Os pais estão sendo investigados por homicídio culposo por omissão devido à influência de informações falsas sobre vacinas e autismo.
  • Após a morte, os irmãos da menina foram vacinados pelas autoridades de saúde.
  • O caso destaca os perigos da desinformação e a importância da vacinação, reforçada pela Lei Lorenzin de 2017.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Graças à desinformação e fake news, doenças consideradas extintas voltaram a preocupar Divulgação

Os pais de uma criança, que morreu de difteria aos quatro anos de idade, estão sendo investigados por homicídio culposo por omissão por terem se recusado a vacinar a criança.

O caso aconteceu em Palermo, na Itália, e levou o Ministério Público a abrir uma investigação contra os pais, já que foi deles a decisão de não vacinar a filha nem seus três irmãos, influenciados por informações falsas que relacionavam imunização ao autismo.


Depois da morte da menina, os irmãos foram vacinados pelas autoridades de saúde.

O que é difteria?

A difteria é uma infecção grave que pode ser fatal, especialmente em crianças, se não houver tratamento imediato. Os sintomas clássicos incluem uma membrana espessa de cor cinza-esbranquiçada no fundo da garganta, nariz e língua, febre e dores de garganta.


Graças às campanhas de vacinação, a doença havia sido praticamente erradicada da Itália, mas voltou a preocupar após um aumento súbito de notificações.

O último caso de difteria em território italiano havia sido registrado em 1996 e a última morte em 1991.


No início do século XX, a doença provocava cerca de 30 mil casos anuais e mais de 1.500 mortes infantis, números que despencaram após a introdução da vacina.

O Ministério da Saúde reiterou que não existe qualquer evidência científica que relacione vacinas ao autismo e reforçou a necessidade de manter a imunização em dia.


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Na Itália, a vacina é obrigatória para todas as crianças desde 1939. Mais recentemente, essa obrigatoriedade foi reforçada pela chamada Lei Lorenzin, de 2017, que incluiu a vacina contra difteria entre as dez que são exigidas para que crianças e adolescentes frequentem a escola.

Como funciona a imunização contra difteria no Brasil?

No Brasil, a proteção contra a doença é oferecida pela vacina pentavalente, disponível gratuitamente pelo SUS, que também imuniza contra tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b.

O caso italiano serve como alerta para os riscos da desinformação e da recusa vacinal, lembrando que a negligência pode ter consequências fatais.

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