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Plano de assentamentos em Jerusalém anunciado por Israel já existe há dois anos

Apesar da pressão internacional, ministro israelense defendeu novas construções

Internacional|Do R7

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O Ministério israelense do Interior quer reativar um projeto de construção de 1.600 casas em Ramat Shlomo, uma colônia judaica de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, apesar de o plano existir desde 2010, declarou uma porta-voz nesta segunda-feira (3).

"A comissão do ministério do Interior para Jerusalém se reunirá em duas semanas para abordar eventuais objeções a este programa (de construção) aprovado há mais de dois anos", informou a porta-voz à AFP.


"A comissão deverá decidir em seguida se levará em conta algumas das objeções, e agirá em consequência disso", acrescentou a porta-voz, destacando que "levará algum tempo antes de que as casas sejam postas à venda".

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O projeto tinha sido suspenso após causar uma grave crise diplomática entre Estados Unidos e Israel, durante visita a Jerusalém do vice-presidente americano Joe Biden, em março de 2010.

Ramat Shlomo é uma colônia habitada por judeus ultraortodoxos no setor oriental de Jerusalém e anexada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. A comunidade internacional não reconhece a anexação.


O governo israelense informou nesta segunda-feira que não desistirá, apesar das pressões internacionais, da construção de novas colônias em resposta ao reconhecimento da Palestina como Estado observador não membro da ONU, afirmou à AFP uma fonte do gabinete do premier Benjamim Netanyahu.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, "condenou firmemente a decisão de Israel (...), que é um desafio a toda a comunidade internacional".

O porta-voz da Presidência palestina, Nabil Abu Rudeina, pediu a "Estados Unidos, Europa e ao Quarteto para o Oriente Médio que adote as medidas necessárias para se evitar uma crise geral".

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