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Presidente ucraniano denuncia golpe de Estado e diz que não renunciará

Viktor Yanukovich afirma que seu país vive uma "repetição do nazismo"

Internacional|Do R7

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Presidente da Ucrânia não pretende renunciar
Presidente da Ucrânia não pretende renunciar Sebastian Scheiner/ASSOCIATED PRESS

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, disse neste sábado (22) que eventos recentes no país são um golpe de Estado e anunciou que não renunciará, em entrevista concedida ao canal de televisão "UBR".

— Os eventos que o nosso país e todo o mundo viram são um exemplo de golpe de Estado. Tentam me amedrontar para que apresente voluntariamente minha renúncia. Mas não tenho intenção de renunciar.


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Yanukovich respondeu às perguntas em russo e qualificou o que ocorre como "uma repetição do nazismo, quando nos anos 30 na Alemanha e Áustria os nazistas chegaram ao poder".


— Adotamos duas leis sobre anistia, demos todos os passos que estabilizariam a situação política no país. Mas aconteceu o que aconteceu.

O líder ucraniano, que reconheceu ter deixado ontem à noite Kiev para ir para a cidade de Kharkiv, acrescentou que faz todo o possível "para que no país não haja um derramamento de sangue".


— Me estão informando que existem pessoas que estão sendo perseguidas. Eu faço todo o possível para defender o povo, para que possa comparecer ao trabalhos e às escolas, e para deter o derramamento de sangue.

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O presidente ressaltou que não tem intenção de abandonar a Ucrânia e que não assinará nenhuma das decisões ilegais aprovadas nas últimas horas pela Rada Suprema (Parlamento), controlada agora pela oposição pois vários deputados do governante Partido das Regiões deixaram a legenda.

— Esta não é oposição, são bandidos. Na saída do Parlamento batem, lançam pedras e intimidam.

A Rada assumiu hoje a coordenação dos trabalhos do governo, nomeou um novo presidente da Câmara, designou um novo ministro do Interior interino e aprovou uma lei que permitirá a libertação da ex-primeira-ministra e líder opositora Yulia Tymoshenko. Segundo números oficiais, pelo menos 80 pessoas morreram nesta semana nos violentos distúrbios que explodiram na capital ucraniana após três meses de protestos antigovernamentais.

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