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Provável sexta vítima de serial killer é achada dentro de mala no Chipre

A mala com o corpo da mulher já em estado avançado de decomposição foi encontrada pela polícia em um lago nos arredores da capital do país, Nicósia

Internacional|Da EFE

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Suposto serial killer foi detido em abril deste ano
Suposto serial killer foi detido em abril deste ano

Mergulhadores da polícia do Chipre encontraram nesta terça-feira (4), em um lago nos arredores da capital Nicósia, um corpo que pode ser da sexta vítima de uma feminicida que confessou ter assassinado cinco mulheres e duas meninas entre 2016 e 2018 após ter sido detido em abril deste ano.

Segundo informou a polícia, o corpo foi achado em avançado estado de decomposição e amarrado dentro de uma mala que tinha sido lançada no lago Mitsero, tal como o suposto autor destes crimes, Nikos Metaxas, ex-militar da Guarda Nacional, tinha indicado às autoridades.


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Metaxas apontou este lago como o local onde tinha se desfeito de três vítimas, duas das quais foram achadas pelas autoridades no final de abril: uma mulher romena de 36 anos e sua filha de oito anos.

Se for confirmado que o corpo achado hoje após quase um mês de buscas intensivas pertence à sexta vítima, segundo a confissão de Metaxas, corresponderia a uma mulher de 30 anos de origem filipina.


Além do encontrado hoje, outros cinco corpos foram recuperados — dois no lago, dois em um poço de uma mina abandonada e outro em um poço em um campo de tiro — e identificados.

A partir de agora, a polícia focará as investigações em outro lago onde o suposto assassino confessou ter jogado o corpo de uma menina de seis anos, filha da primeira vítima encontrada.


O caso deste suposto feminicida em série é o primeiro deste tipo no Chipre e por isso as autoridades do país se apoiaram na experiência de especialistas da polícia britânica.

Este caso provocou a comoção da sociedade cipriota assim como várias reações políticas e acusações de negligência das autoridades, já que algumas das mulheres assassinadas tinham sido declaradas desaparecidas anos atrás sem que se tivesse iniciado uma investigação.

Isto provocou, no começo de maio, a renúncia do ministro de Justiça cipriota e a destituição do chefe de polícia.

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