Quais foram os terremotos mais fortes na história da Venezuela? Veja lista
Recente abalo de magnitude 7,5 foi o segundo maior registrado no país em mais de um século
Internacional|Do R7
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O terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela na noite de quarta-feira (24) se tornou o segundo maior tremor já registrado no país em mais de um século. O abalo só ficou atrás de um terremoto ocorrido em outubro de 1900, na costa norte venezuelana, próximo a Caracas, que teve magnitude 7,7.
O tremor mais recente aconteceu na região de Yumare e foi precedido por outro abalo de magnitude 7,2, registrado cerca de 40 segundos antes. Esse segundo terremoto aparece como o quarto maior da história sísmica da Venezuela, ficando atrás do terremoto de magnitude 7,3 ocorrido em 2018.
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Veja os maiores terremotos já registrados na Venezuela
1 - 29 de outubro de 1900
Um terremoto de magnitude 7,7 foi registrado próximo à costa da Venezuela e permanece como o maior tremor já registrado no país.
2 - 24 de junho de 2026
O terremoto de magnitude 7,5 registrado esta semana em Yumare se tornou o segundo maior da história da Venezuela.
3 - 21 de agosto de 2018
Um tremor de magnitude 7,3 atingiu Carúpano e passou a ocupar a terceira posição.
4 - 24 de junho de 2026
O terremoto de magnitude 7,2 ocorrido em Yumare, na mesma noite do tremor de 7,5, aparece agora como o quarto maior da história venezuelana.
5 - 9 de julho de 1997
Em 1997, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a costa leste da Venezuela, afetando Cumaná e Cariaco, no estado de Sucre.
6 - 17 de janeiro de 1929
Já em 1929, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a Venezuela e provocou um tsunami que novamente devastou Cumaná, no estado de Sucre.
7 - 3 de agosto de 1950
Um tremor de magnitude 6,8 atingiu El Tocuyo, no estado de Lara. A cidade foi praticamente destruída com o abalo.
8 - 29 de julho de 1967
Um terremoto de magnitude 6,6 atingiu a região próxima a Caracas e provocou um pequeno tsunami. O desastre deixou 245 mortos e milhares de feridos.
9 - 10 de abril de 1935
Em 1935, a cidade de Güiria foi atingida por um terremoto de magnitude 6,6.
10 - 20 de setembro de 1968
Güiria voltou a ser atingida por um terremoto em 1968, desta vez de magnitude 6,5.
11 - 4 de outubro de 1957
Em 1957, Güiria já havia sido atingida por um terremoto com magnitude 6,4.
12 - 12 de setembro de 2009
Puerto Cabello registrou, em 2009, um terremoto de magnitude 6,4.
Venezuelanos usam as mãos e tochas na busca por desaparecidos
Equipes de emergência passaram a noite entre quinta-feira (25) e sexta-feira (26) em uma operação de busca por sobreviventes após os terremotos que atingiram a Venezuela. Bombeiros, militares, voluntários e equipes estrangeiras trabalham para retirar pessoas presas sob os escombros e localizar milhares de desaparecidos.
O governo informou que 235 mortos foram levados a centros médicos. A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou, no início da manhã desta sexta-feira, que cerca de 589 pessoas morreram e outras 2.980 mil pessoas ficaram feridas.
Um site criado para rastrear pessoas desaparecidas e divulgado por líderes da oposição do país politicamente polarizado listou mais de 49.600 pessoas como desaparecidas, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos previu mais de 10 mil mortes.
Em áreas onde o fornecimento de energia foi interrompido, os trabalhos de resgate avançaram com o uso de lanternas e até com as próprias mãos, enquanto equipes tentavam localizar sobreviventes entre os escombros. Em La Guaira, no litoral próximo a Caracas, Yamileth Jimenez contou à Reuters que seu filho de 19 anos estava preso sob os destroços do prédio de sete andares onde a família morava.
“Ele está sob as lajes e não há maquinário para resgatá-lo”, relatou.
A destruição também deixou moradores sem casa e sem perspectivas. Suhayl Sarquiz, de 50 anos, disse à agência de notícias que perdeu o imóvel e enfrenta dificuldades após ficar desempregado há alguns meses.
“Meu prédio está inabitável e agora não tenho mais nada. Somos só eu e meu filho, e não tenho família no país”, afirmou.
Entre as vítimas da tragédia está a família de Beatriz Rodríguez, de 60 anos, que relatou o impacto dos terremotos. Segundo ela, um sobrinho morreu e outro teve as pernas amputadas após ser atingido pelos destroços.
“É uma tragédia”, declarou.
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