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Quarentena, isolamento de seleção: ebola afeta preparação de anfitriões da Copa do Mundo

OMS classificou situação na República Democrática do Congo, país que vai enviar sua seleção ao Mundial, como ‘extremamente grave’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os países-sede da Copa do Mundo de 2026, México, Estados Unidos e Canadá, estão adotando medidas sanitárias rigorosas devido ao surto de ebola na República Democrática do Congo.
  • As ações incluem monitoramento em aeroportos, protocolos de isolamento, e recomendações para evitar viagens ao país africano.
  • A delegação congolesa deverá cumprir isolamento antes de entrar nos EUA, mas sua participação na Copa está confirmada, com preparação na Europa.
  • Outros países africanos, como Uganda, também enfrentam surtos da doença.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Passageiros da República Democrática do Congo deverão cumprir quarentena de 21 dias no Canadá Reprodução/Instagram/fecofadrc

A poucas semanas do início da Copa do Mundo, os países-sede passaram a reforçar medidas sanitárias diante do avanço do surto de ebola na República Democrática do Congo. México, Estados Unidos e Canadá anunciaram uma atuação conjunta para evitar riscos de contágio durante o torneio, que será realizado entre os dias 11 de junho e 19 de julho.

As ações envolvem monitoramento epidemiológico em aeroportos, protocolos de isolamento e fiscalização de viajantes vindos de regiões afetadas pelo vírus. O secretário de Saúde do México, David Kershenobich, afirmou que os três governos já trabalham de forma coordenada com autoridades de saúde e turismo.


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“Estamos implementando protocolos de vigilância epidemiológica em coordenação com os Estados Unidos e o Canadá, no contexto fundamentalmente da Copa do Mundo”, disse o secretário.

Como parte das medidas sanitárias adotadas, o governo do Canadá estabeleceu uma quarentena de 21 dias para pessoas que estiveram na República Democrática do Congo.


Já as autoridades dos EUA adotaram a mesma regra em relação à seleção congolesa. A estreia do país será no dia 17 de junho, diante de Portugal, em Houston, no Texas. Depois, a equipe enfrentará a Colômbia, em Guadalajara, no México, e encerrará a fase de grupos contra o Uzbequistão, em Atlanta, na Geórgia.

Além disso, os governos também recomendam que a população evite viagens ao país africano enquanto durar o avanço da doença.


A preocupação aumentou após a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificar a situação no Congo como “extremamente grave”. Dados divulgados pela entidade apontam centenas de mortes e mais de 900 casos suspeitos da doença no país africano.

O atual surto é provocado pela cepa Bundibugyo, que ainda não possui vacina nem tratamento específico aprovado.


Nos bastidores, o avanço da doença também levou governos a discutirem estratégias de contenção para cidadãos expostos ao vírus. Segundo o jornal The New York Times, o governo dos Estados Unidos avalia encaminhar americanos contaminados ou sob risco de infecção para tratamento e observação no Quênia, em vez de levá-los diretamente ao território americano.

Situação em Uganda também preocupa

Além do Congo, outros países africanos também registram casos recentes da doença.

Em Uganda, o aumento recente de infecções voltou a colocar o país em alerta. Com a confirmação de novos pacientes, o número de casos identificados subiu para sete, indicando que o surto segue ativo.

Parte dos contaminados é formada por profissionais de saúde, grupo considerado essencial no combate à doença, mas que também enfrenta maior exposição ao vírus.

Diante da escalada dos casos, a OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional no país.

Segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), além de Uganda e da República Democrática do Congo, dez países do continente também estão em situação de alto risco:

  • Sudão do Sul
  • Ruanda
  • Quênia
  • Zâmbia
  • República Centro-Africana
  • Tanzânia
  • Etiópia
  • Angola
  • Congo
  • Burundi

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação ainda não apresenta características semelhantes às de uma pandemia global como a Covid-19, mas alertou que os países não devem minimizar o risco de propagação do vírus.

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