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Quem é a ex-primeira-dama do Peru refugiada no Brasil

Nadine Heredia recebeu asilo do Brasil após ser condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro

Internacional|Do R7

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Nadine Heredia
Nadine Heredia recebeu asilo do Brasil após ser condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro Divulgação/Presidência do Peru

A ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, de 48 anos, desembarca em Brasília nesta quarta-feira (16) após o Brasil conceder asilo diplomático a ela e a seu filho menor, Samin Mallko Ollanta Humala Heredia.

A decisão veio após Heredia, esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala, ser condenada na terça-feira (15) a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro no Peru. O caso envolve propinas da construtora brasileira Odebrecht (atualmente Novonor) e recursos ilícitos do governo do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

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Ao contrário de Humala, que já está preso em uma base policial no Peru, Heredia não foi detida após a sentença. Ela se refugiou na Embaixada do Brasil em Lima, onde conseguiu o asilo e um salvo-conduto do governo peruano, que, segundo a Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954, é obrigado a garantir sua saída do país.

“O governo peruano prestou as referidas garantias para a transferência de ambas as pessoas [Heredia e o filho dela] e concedeu os correspondentes salvo-condutos”, informou o Ministério das Relações Exteriores do Peru em um comunicado.

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Quem é Nadine Heredia?

Nascida em uma família abastada, Heredia se formou em comunicação social e se especializou em sociologia. Ela construiu carreira em ONGs, incluindo um período na USAID, agência humanitária dos Estados Unidos.

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Casada com Humala desde 1996, com quem tem três filhos, Heredia sempre esteve envolvida na política. Ela é apontada como cofundadora do Partido Nacionalista e teve papel ativo nas campanhas presidenciais do marido em 2006 e 2011.

As condenações de Heredia e Humala estão ligadas a esquemas de financiamento ilícito dessas campanhas. A Justiça peruana concluiu que o casal recebeu US$ 3 milhões (cerca de R$ 17,67 milhões) da Odebrecht e US$ 200 mil (R$ 1.178) do governo de Chávez.

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A Promotoria peruana também acusou Heredia de gerir pagamentos ilegais venezuelanos e de usar propinas para comprar artigos de luxo na Europa durante o governo de Humala (2011-2016). Ela nega as acusações.

O escândalo da Odebrecht, que abalou a política latino-americana, revelou que a empresa pagou dezenas de milhões de dólares em propinas e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início do século 21.

Enquanto Heredia busca refúgio no Brasil, Humala cumprirá pena em uma instalação especial para ex-líderes peruanos. A defesa do ex-presidente anunciou que recorrerá da sentença.

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