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Rússia aprova lei que restringe participação da mídia estrangeira no país

Estrangeiros só terão 20% de ações de meios de comunicação

Internacional|Ansa

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Os parlamentares russos aprovaram a lei que proíbe empresas estrangeiras de abrir meios de comunicação e que limita em 20% a quantidade de ações que um empresário de fora do país pode ter em companhias do mesmo segmento.

Atualmente, a lei prevê que os empreendedores de fora do país tenham até 50% das ações dos meios de comunicação.


As medidas já devem começar a valer a partir de janeiro de 2016 e tem como objetivo proteger a soberania nacional e também diminuir a influência externa sobre o país.

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A lei foi apresentada por três parlamentares e tem ligação direta com a cobertura que os meios de comunicação estrangeiros fizeram sobre a crise na Ucrânia.

As empresas atingidas pela nova lei são a revista Kommersant, o The Moscow Times que como a National Geographic, Cosmopolitan e Grazia são publicadas pela empresa finlandesa Sanoma Independent Media, o jornal gratuito Metro (da Sanoma), a Forbes (controlada pela alemã Alex Springer AG), os sites Lenta.ru e Gazeta.ru (da russa RBC), a rádio Echo of Moscow (controlada pela russa Gazprom-Media e a norte-americana Em Holding Company) e o jornal de economia Vedomosti (controlado por três sociedades estrangeiras: a Sanoma, a sociedade britânica que publica o Financial Times e a norte-americana que publica o Wall Street Journal). Facebook, Gmail e Twitter A empresa estatal de controle de mídia, Roscomnadzor, avisou as redes sociais estrangeiras, especialmente Facebook, Gmail e Twitter, que elas precisam cadastrar seus "clientes" em servidores russos até o primeiro dia de janeiro de 2015.


A lei, aprovada em julho, determinava que esse registro deveria ocorrer a partir de setembro de 2016, mas o prazo foi adiantado.

Essa medida faz com que todas as informações dos usuários sejam repassadas para as autoridades do país.


Segundo informou o governo, a lei "tem como objetivo de melhorar a gestão dos dados pessoais dos cidadãos russos na internet". Porém, Facebook e Twitter são vitais para a oposição se manifestar e os dois serviços já declararam ser contra a nova legislação. 

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