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Sem experiência política, Mishustin será o 13º premier russo

O premier é tecnocrata desconhecido do público e sem experiência política, mas possui um profundo conhecimento em administração pública

Internacional|Da EFE

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13º primeiro-ministro da história da Federação Russa desde 1991
13º primeiro-ministro da história da Federação Russa desde 1991

Mikhail Mishustin, aprovado nesta quinta-feira (16) como novo primeiro-ministro da Rússia, é um tecnocrata desconhecido do público e sem experiência política, mas possui um profundo conhecimento em administração pública, onde desenvolveu toda sua carreira.

"Ele é único. Como pessoa e profissional. Ele está longe de grupos políticos", disse Andrei Koshkin, chefe do Departamento de Politologia e Sociologia da Universidade Plekhanov em Moscou, em entrevista concedida à Agência Efe.


O economista de 53 anos é agora o 13º primeiro-ministro da história da Federação Russa desde 1991.

Ele é um ano mais novo que seu antecessor, Dmitri Medvedev, que ocupou o cargo por mais de sete anos e apresentou ontem a renúncia de seu governo na íntegra, devido às reformas constitucionais anunciadas por Putin.


Mishustin não é do círculo mais próximo do presidente russo, mas eles se conhecem bem: seus hobbies incluem o hóquei no gelo, esporte que eles às vezes praticam juntos.

O novo premier russo é considerado um homem de família - é casado e tem três filhos - e fala inglês muito bem. E não tem caso de corrupção ou escândalos em seu currículo.


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Ele nasceu no dia 3 de março de 1966, em Moscou, e iniciou sua carreira no Serviço Federal de Tributos em 1998, uma agência que ele dirigia desde 2010.

Ele se cercou de uma equipe eficiente com a qual reformou com êxito a agência tributária e a modernizou com novas tecnologias.


Além disso, Mikhail Mishustin é considerado um amante do mundo digital. O presidente do Tribunal de Contas da Rússia, Alexei Kudrin, disse que o novo primeiro-ministro sente "o pulso da digitalização" e entende a importância da tecnologia para o desenvolvimento dos negócios e da economia.

Ele também trabalhou por alguns anos no setor privado, em áreas como gerenciamento de ativos e tecnologia da informação.

Em 2009, a revista "Forbes" estimou sua fortuna em 78 milhões de rublos (pouco mais de 1 milhão de euros no câmbio de hoje), número que foi reduzido em 2018 para 18 milhões de rublos (cerca de 264 mil euros).

Espera-se que seu papel seja de manter a posição de chefe do governo até as eleições legislativas de 2021, quando as reformas constitucionais propostas por Putin deverão entrar em vigor.

Nesse caso, desempenharia um papel semelhante ao de Victor Zubkov, o eleito por Putin para liderar o governo entre setembro de 2007 a maio de 2008.

Naquela ocasião, Zubkov foi substituído pelo próprio Putin, um papel que o próprio Mishustin também poderia desempenhar durante um ano e meio.

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