Trump acena perdão a Muhammad Ali e advogado diz: 'desnecessário'
Ron Tweel afirmou que o perdão presidencial é “desnecessário”, pois a Suprema Corte americana anulou a condenação de Ali em 1971
Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump confirmou nesta sexta-feira (8) que está "considerando seriamente" conceder o perdão póstumo ao boxeador Muhammad Ali.
Ali, o primeiro a conseguir o título dos pesos pesados por três vezes, foi condenado após se recusar a lutar na Guerra do Vietnã, em 1967, alegando razões religiosas. Na época ele declarou "Eu não tenho nenhuma briga com os vietcongues".
Ron Tweel, o advogado de Ali afirmou que o perdão presidencial é "desnecessário", pois a Suprema Corte americana anulou sua condenação em 1971.
Muhammad Ali morreu em 2016, ele sofria de mal de Parkinson.
Ao longo da carreira ele colecionou 57 vitórias, das quais 37 por nocautes e apenas 5 derrotas.
Perdão presidencial
Antes de embarcar para o G7, onde deve enfrentar uma turbulência política com a União Europeia e o Canadá, Trump foi questionado pela imprensa sobre o perdão presidencial.
O presidente garantiu que está pensando em conceder o benefício a cerca de 3 mil pessoas.
"Nós temos 3 mil nomes. Estamos analisando. Dos 3 mil nomes, muitos desses nomes foram tratados de maneira injusta", disse.
O tema se tornou motivo de especulação após Trump conceder o perdão presidencial a Alice Marie Johnson, a bisavó do tráfico, a pedido da empresária e estrela de televisão, Kim Kardashian.
Trump disse ainda que vai pedir indicações para os atletas afroamericanos da NFL que se ajoelharam durante a execução do hino nacional durante as partidas.
"Vou pedir a eles que indiquem para mim pessoas que foram injustamente tratadas, amigos deles ou pessoas que eles conhecem e eu vou dar uma olhada nessas situações".
Anteriormente, Trump teria sugerido a expulsão dos atletas que protestavam pacificamente dos Estados Unidos.











