Xi demonstra estar aberto para diálogo com Putin dias após receber Trump, diz professor
Presidente russo deve viajar à China nesta semana e, segundo o Kremlin, as expectativas são grandes
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente russo, Vladimir Putin, deve viajar à China nesta semana e, segundo o Kremlin, as expectativas são grandes. A delegação russa vai incluir vice-primeiros-ministros, ministros de governo e chefes de empresas relevantes. Segundo a Rússia, Putin deve se reunir com Xi Jinping para discutir o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países e temas internacionais considerados prioritários.
A chamada parceria “sem limites” entre a China e a Rússia, o maior produtor mundial de recursos naturais, se fortaleceu desde que o Ocidente impôs sanções para punir Moscou pela guerra na Ucrânia. A visita está programada para começar nesta terça-feira (19).

Em entrevista ao Conexão Record News, Paulo Velasco, professor de política internacional, afirma que o encontro marcará um reforço a uma parceria “vital” para ambos os países.
“A relação aponta para um cenário de convergência. São países que compartilham espaços, como, por exemplo, o Brics, a Organização para a Cooperação de Xangai. A relação em termos econômicos se fortaleceu muito depois da anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014”, explica.
Segundo Velasco, as sanções ocidentais amplas contra a Rússia fortaleceram a parceria de Moscou com a China para compra de parte importante do gás russo. “Construiu-se um gasoduto, inclusive ligando as aerossoladoras de gás na Rússia à China. [...] E as relações que já eram muito fortes desde 2014 se tornavam ainda mais estratégicas.”
Sobre o encontro acontecer dias após a visita de Donald Trump a Pequim, o professor ressalta que essa é uma forma de Xi demonstrar uma abertura para diálogo entre grandes potências.
“Não deixa de ser sintomático que, dias depois da ida de Trump à China, a China receba também Vladimir Putin para mostrar que é um player pragmático, que dialoga em duas frentes. Tem uma relação natural com os Estados Unidos por serem as duas maiores potências mundiais, mas não vai escantear o seu parceiro superestratégico, que é a Rússia, que é quem mais fornece gás para a China”, completa.
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