JR ENTREVISTA: 'Nos ajudem a trazê-los de volta', pede Inbal Zach, porta-voz dos reféns do Hamas
Na entrevista, Inbal Zach falou sobre a angústia da espera por notícias das pessoas que continuam com o Hamas um ano após os ataques em Israel
JR Entrevista|Do R7
A convidada do JR Entrevista desta quarta-feira (9) é a representante das famílias dos reféns do grupo terrorista Hamas, Inbal Zach. À jornalista Natalie Machado, Zach falou sobre o sentimento após um ano sem saber se os familiares estão vivos e quando voltarão para casa. O primo dela, Tal, continua como refém. "Continuo procurando", afirma. "Só sabemos que o levaram vivo, andando com as próprias pernas. Mas isso foi há um ano. Desde então, não sabemos de nada", completa. Zach rememora as características do primo e a falta que ele faz nesse um ano longe. "Eu só queria conversar com ele, rir com ele, e receber os bons conselhos. Ele tem esse lindo sorriso, mas ele também sorri com os olhos. Ele é uma pessoa maravilhosa para conversar, para rir junto, para você fazer coisas sem sentido. Mas em primeiro lugar, e antes de tudo, é um papai, é um pai profissional, que diverte muito as crianças", relata. Na entrevista, Inbal Zach faz um apelo por ajuda para que o Hamas liberte os reféns. "Eu preciso que o mundo grite bem alto por eles, que todos estão esperando que eles voltem para casa. Não podemos voltar ao normal, não em Tel Aviv, não no Brasil, não em Nova York, quando temos nossos irmãos e irmãs nos túneis do Hamas", afirma. Segundo ela, as pessoas de todo o mundo podem ajudar falando sobre os reféns na internet e cobrando dos políticos que eles levem a questão para o debate internacional. "E como o Brasil é amigo de Israel, e as pessoas no Brasil e as pessoas de Israel gostam muito umas das outras, a gente vem visitar muito o Brasil. Sejam nossos amigos, e nos ajudem a trazê-los de volta", pede. Inbal Zach também falou sobre o que sabe das condições que os reféns estão. Ela destaca que recentemente viu fotos que mostram o alojamento onde o Hamas tem deixado essas pessoas. A situação, segundo ela, lembra "fotos do Holocausto" que viu de sua família. "Nós vimos garrafas de água, sem a água. É onde eles fazem suas necessidades, dentro dessas garrafas. E se você se lembra, talvez não, mas... Eden Yerushalmi, eles a mataram. Ela foi assassinada depois de ter sobrevivido 11 meses, e seu corpo pesava apenas 36 quilos", descreveu. Ela também relata o medo de que os reféns estejam sofrendo violências sexuais. "Como uma mulher jovem, eu digo que estou apavorada. Estou vivendo minha vida com muitas questões, e fico pensando nas meninas em cativeiro. Como elas estão sendo tratadas, e o que estão fazendo com elas? Eles estão tocando nelas? Eles estão tocando no meu primo? Eu não sei. Rezo para que ninguém toque neles, e que eles não estejam sofrendo violência sexual. Mas eu sei que estão, porque as pessoas que voltam dizem isso. Que eles as tocam, tocam seus corpos, tocam suas almas." Por fim, Inbal Zach também falou sobre a importância do apoio que os familiares estão se dando durante esse processo de espera por notícias de seus entes queridos. "Tem um grande fórum em Tel Aviv, é como uma casa para nós. Ficamos lá, compramos comida, temos um lugar para ficarmos juntos, para chorarmos juntos, para abraçarmos uns aos outros. E acho que esse lugar nos mantém normais, porque podemos conversar com outras pessoas na mesma situação, e elas nos entendem", relata. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus.
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