Após 3 dias, comércio reabre em BH em meio a polêmica com MP
Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que não vai seguir Recomendação do MP de aderir ao programa Minas Consciente, do Governo de Minas
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

Após três dias fechados, parte do comércio não essencial reabre em Belo Horizonte nesta quarta-feira (12). Lojas de varejo de rua ou em shoppings e galerias comerciais poderão reabrir entre 11h e 19h entre hoje e o próximo sábado (15).
Já os salões de beleza podem abrir as portas nesta quinta-feira (13) e sexta-feiras (14), entre 11h e 20h, e no sábado, entre 9h e 17h. Atividades de drive-in também estão liberadas, entre quinta e domingo, de 14h às 23h.
A reabertura do comércio na fase 1, em Belo Horizonte, ocorre em meio a uma polêmica envolvendo a prefeitura, o Ministério Público e a Justiça.
Depois de receber uma Recomendação do MP pedindo a adesão ao programa Minas Consciente, do Governo do Estado, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) respondeu, nesta terça-feira (11), que não acatará o pedido.
De acordo com o Executivo municipal, as decisões de fechamento e abertura do comércio na cidade, tomadas pelo Comitê de Enfrentamento à Epidemia são pautadas "pela melhor realização do direito à saúde, amparada em evidências científicas e nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, além de criteriosa análise da situação epidemiológica e capacidade assistencial do município".
Ainda de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a Constituição Federal e o Supremo Tribunal Federal reconhecem a autonomia do município para tomar essas medidas.
Leia também

Comerciantes podem ter isenção de impostos devido a pandemia em BH

MP recomenda que Belo Horizonte entre no Minas Consciente

Cinco das 10 maiores cidades de MG ignoram Justiça e abrem comércio

MP pede explicações a Kalil sobre reabertura do comércio em BH

Abertura do comércio em BH contraria decisão da Justiça
Justiça
No início de julho, a desembargadora Márcia Milanez decidiu que todos os municípios mineiros deveriam aderir ao programa Minas Consciente, que estabelece parâmetros para a reabertura da economia conforme a situação da pandemia em cada região do Estado.
Na decisão, a magistrada afirmou que as prefeituras que se recusassem a aderir às normas do programa, deveriam adotar as regras dispostas na deliberação nº 17, do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, do Governo de Minas. A deliberação somente autoriza a abertura de comércios considerados essenciais.
No caso de Belo Horizonte, a prefeitura, neste momento, não cumpre nem uma das duas determinações impostas pela desembargadora desde a semana passada, quando decidiu autorizar a reabertura de parte do comércio, incluindo em shoppings, do município. Outras cidades estão na mesma situação, como Contagem e Ipatinga.
Agora, o Ministério Público pode ir à Justiça para que o município seja forçado a cumprir a decisão judicial.















