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Dois agentes penitenciários são baleados a caminho do trabalho

Um adolescente também foi atingido pelos disparos

Minas Gerais|Do R7 com RecordTV Minas

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Guardas seguiam para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)
Guardas seguiam para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)

Dois agentes penitenciários foram baleados, na manhã desta terça-feira (31), quando iam para trabalho, na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Um adolescente, de 12 anos, que passava pelo local também foi atingido.

O atentado aconteceu a poucos metros do presídio. O jovem estava indo para escola e os agentes para o trabalho. Eles havia acabado de descer do ônibus e caminhavam para terminar o trajeto. No caminho, uma pick-up vermelha parou e os ocupantes pediram aos guardas informações sobre um endereço. Na sequência, o carona começou a disparar e houve troca de tiros.


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As vítimas foram socorridas na Upa (Unidade de Pronto Atendimento). Em seguida, os agentes Natan Gomes da Silva e Elber Vasconcelos, e o adolescente foram levados para o Hospital Municipal de Contagem.


Em solidariedade aos amigos, muitos agentes penitenciários cruzaram os braços em frente a unidade prisional. Segundo Magno Soares, da Associação Mineira dos Agentes e Servidores Penitenciários, o crime poderia ter sido evitado se houvesse um ônibus para atender os servidores. Ele conta que há cerca de um ano o serviço foi cortado.

— Se eles tivessem um transporte pago pelo Estado, não teria acontecido isso com eles.


Soares e os demais colegas receberam o apoio do ex-promotor de Justiça Joaquim Miranda que destacou vários problemas enfrentados pela categoria. Entre eles, o número insuficiente de profissionais. De acordo com a associação, a cada turno existem 80 agentes, para cerca de 2.200 presos na Penitenciária Nelson Hungria.

— Nas piores condições de trabalho. Não tem aqui uma guarita conveniente, não tem pessoas na quantidade suficiente para prestar os serviços prestados. Alguns deles estão sem a carteira profissional e não podem ter o porte de arma.

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