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Falso médico que oferecia inseminação artificial paga fiança de R$2.626 para ser solto

Caio Júlio César Garcia foi descoberto por mulher de policial que desconfiou do golpe em BH

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Quatro vítimas já procuraram a delegacia; farmacêutico foi solto e teve o registro profissional suspenso
Quatro vítimas já procuraram a delegacia; farmacêutico foi solto e teve o registro profissional suspenso

O farmacêutico que se passava por médico para oferecer procedimentos em uma clínica de inseminação artificial em Belo Horizonte pagou R$2.626 de fiança para deixar a cadeia nesta quinta-feira (12).

Caio Júlio César Garcia de Souza seria apresentado na 1ª Delegacia Centro, mas conseguiu o habeas corpus para a prisão por ter oferecido R$ 30 mil a um policial militar para não ser preso. Ele foi detido por corrupção ativa e estava desde o dia 4 de março no Ceresp (Centro de Remanejamento de Presos) Gameleira.


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Segundo o Tribunal de Justiça, a liberdade foi concedida porque o suspeito é réu primário e tem endereço fixo. Caio Júlio César Garcia teve o registro de farmacêutico suspenso pela Justiça, não poderá sair de Belo Horizonte e deve se apresentar em todas as audiências.


O delegado Rogério Cedrola apontou que o pedido de prisão preventiva por estelionato foi enviado à Justiça, mas ainda não foi apreciado. As investigações apontam que o suspeito não chegava a fazer os procedimentos de inseminação artificial, mas recebia o pagamento das consultas e fugia. 

Golpe


A mulher de um sargento da PM chegou a se consultar com o suspeito e pagou R$ 7.000 para a coleta de óvulos. Ela desconfiou do procedimento e descobriu que o CRM fornecido era falso. No dia da coleta, desmascarou o farmacêutico, que devolveu o dinheiro e pediu para não ser denunciado. O sargento, que estava com a companheira, deu voz de prisão ao suspeito e ouviu a proposta para receber R$ 30 mil. Com isso, Caio Júlio César Souza foi preso em flagrante por corrupção ativa.

No site da clínica, o nome de Caio Júlio César Souza consta na lista de "médicos associados especialistas em reprodução humana" que trabalham no local. O R7 tentou entrar em contato, mas ninguém atendeu nos dois números de telefone informados na página.

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