‘Fria e com desprezo pela vida humana’, diz delegado sobre suspeita de matar casal de idosos em BH
Paola Stephany teria dopado as vítimas antes de matá-las
Minas Gerais|Isabella Guasti, do R7 e Shirley Barroso, da RECORD Minas
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que a diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, indiciada por matar o casal de idosos Cláudio e Maria Clotilde Atala, no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, agiu de forma consciente e com extrema crueldade. Em conversa com a RECORD Minas, o delegado Gustavo Barletta afirmou que a investigada é “uma pessoa fria” e que demonstra “desprezo pela vida humana”.
“Com o amadurecimento das investigações, agora de posse de tantas informações, a gente pode dizer que é uma pessoa fria, é uma pessoa que tem desprezo pela vida humana. É uma pessoa que se realiza em praticar os crimes contra o patrimônio, fica satisfeita no momento que rouba, no momento que faz essas maldades contra essas pessoas”, afirmou o delegado.
Barletta explicou que, logo após a prisão, a brutalidade do crime chegou a levantar dúvidas sobre a saúde mental da suspeita. “No primeiro momento a gente ficou muito chocado pela barbaridade, pela cena que nós encontramos. A gente até achou: será que essa pessoa tem algum problema mental que possa levá-la a uma atitude extrema?”, disse.
No entanto, segundo ele, o inquérito reuniu elementos que apontam para uma atuação premeditada. “Acreditamos que ela tinha plena capacidade do que estava fazendo. Ao que tudo indica, o senhor Cláudio pode ter oferecido algum tipo de resistência, e ela escolheu, de forma deliberada, terminar a vida dessas vítimas”, declarou.
Crime premeditado
A investigação concluiu que Paola entrou na residência com a intenção de roubar o casal, levando comprimidos para dopar as vítimas. Conforme a Polícia Civil, após os idosos perderem a capacidade de reação, algo teria fugido ao controle da criminosa, levando aos assassinatos.
O laudo pericial apontou que Cláudio foi atingido por 43 facadas em diversas partes do corpo. Já Maria Clotilde sofreu uma tentativa de asfixia com uma almofada embebida em thinner antes de receber 15 facadas.
Para o delegado, a frieza da suspeita ficou evidente também no comportamento após o crime. “É muito triste que o ser humano seja capaz de cometer um ato tão grave desse e viver a vida como se nada tivesse acontecido. Ela vai ao centro de Belo Horizonte, vende objetos, compra roupas, se alimenta, pega o filho, viaja, usa hotéis, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse causado esse mal tão grande à família das vítimas”, afirmou.
Suspeita indiciada
Paola foi indiciada por latrocínio (roubo seguido de morte). Além dela, outras quatro pessoas responderão por receptação, por terem adquirido objetos que, segundo a investigação, foram roubados da casa do casal.
A Polícia Civil informou que não encontrou elementos concretos que indiquem a participação de outras pessoas nos homicídios.
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