Governo diz que Move Metropolitano terá tarifa reavaliada neste ano
Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas disse que serviço será "reestudado"
Minas Gerais|Do R7

O governo de Minas admitiu nesta quinta-feira (19) que o Move Metropolitano não funciona da forma como deveria. O sistema de ônibus rápido da Grande Belo Horizonte foi tema de audiência pública na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais).
O secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares, reconheceu os problemas apontados no Move Metropolitano, segundo ele resultado da precipitação em colocar o sistema em funcionamento no ano passado.
— Houve uma decisão divina de que ele tinha que funcionar de qualquer jeito, e agora temos que resolver esse problema. O provisório às vezes traz transtornos.
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Valadares reconheceu a importância de ouvir a população antes de tomar uma decisão.
— Vamos reestudar todo o sistema de transporte metropolitano ainda este ano, inclusive no que diz respeito à tarifa. A questão técnica é sempre importante, mas queremos a participação ativa do usuário.
Segundo ele, o subsecretário de Estado de Regulação de Transporte, Renato Guimarães Ribeiro, também presente na reunião, será o interlocutor na questão, e para isso vai criar uma Comissão de Mobilidade Urbana na RMBH, que terá a participação da sociedade.
Ribeiro confirmou que erros graves foram cometidos no ano passado na implantação do Move Metropolitano, problemas que ele diz sentir na pele, pois, em alguns dias da semana, utiliza o transporte público para ir e vir da Cidade Administrativa.
— Não sei se vamos conseguir solucionar todos os problemas em um ano, mas com certeza vamos começar a resolvê-los.
O secretário enumerou uma série de ações tomadas em caráter emergencial para equacionar os problemas, como a ligação direta de Sarzedo com a capital, além de estudos que possibilitarão a readequação, em no máximo 30 dias, de estações em Vespasiano e Lagoa Santa. Nesta última cidade, os moradores também querem o fim das baldeações no trajeto para Belo Horizonte, o que ainda não está definido.
— Sabemos que o Move é para diminuir o tempo de viagem, e se não fizer isso, está errado. É o mesmo caso dos governos. Se eles não resolvem os problemas da sociedade, são desnecessários. Em Justinópolis e Santa Luzia, é mais complicado. As obras estão paradas e ainda não temos orçamento.















