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Helicópteros do Corpo de Bombeiros estão parados por falta de combustível

Duas aeronaves que deveriam socorrer vítimas de acidentes não saem do hangar da corporação

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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"Arcanjos" também estão sem manutenção
"Arcanjos" também estão sem manutenção

Além do helicóptero "aeromédico", que custou R$ 34 milhões aos cofres públicos e nunca foi usado, outras duas aeronaves que deveriam prestar atendimento médico de urgência em Belo Horizonte estão paradas. Os dois "Arcanjos" do Corpo de Bombeiros não saem do hangar da corporação por falta de combustível e manutenção.

Segundo Belinque Cantelmo, diretor jurídico da Aspra (Associação dos Praças e Bombeiros de Minas Gerais), um dos helicópteros também não tem licença para voo.


— O de menor potencial, que atende circunstâncias menos gravosas, está impossibilitado de alçar voo em razão da falta de combustível e de manutenção. A aeronave maior está impossilitada de alçar voo em função de falta de combustível e por falta de licença para voo.

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O diretor alega que faltou planejamento do governo do Estado.

— Falta de recursos financeiros. Um déficit financeiro gigantesco e que cabe agora responsabilidade do novo governo pautar pela organização dessa circunstância.


As aeronaves compõem o Corpo de Bombeiros há oito anos, quando foi criado o Batalhão de Operações Aéreas. Os dois helicópteros de modelo esquilo, que são equipados com aparelhos necessários para os primeiros-socorros, deveriam realizar o resgate de vítimas de acidentes graves.

Guilherme Rabelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, lamenta que um serviço essencial para salvar vítimas esteja nessa situação.


— Para nós, que mexemos com traumas e sabemos que existe uma necessidade absoluta de encurtar esse tempo, é muito ruim.

Heliponto

A falta de planejamento vai além da falta de combustível e manuteção. O heliponto do Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital, precisa de reparos urgentes. Caso não sejam tomadas providências, as aeronaves não vão poder pousar no local.

O Corpo de Bombeiros informou que aguarda a liberação de recursos por parte do Estado para fazer a manutenção das aeronaves e manter a compra de combustível. Assim que a verba for liberada, os Arcanjos estarão novamente liberados para voo. A corporação disse que, apesar do problema, o serviço aeromédico continua funcionando com a utilização dos helicópteros da Polícia Civil.

Já a Fhemig (Federeção Hospitalar de Minas Gerais) afirmou que o heliponto do João 23 está funcionando normalmente. Apenas a pintura está sendo reforçada, o que não atrapalha o atendimento.

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