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Justiça determina que capivaras capturadas na Lagoa da Pampulha permaneçam em cativeiro

Tribunal Regional Federal contrariou recomendação do Ministério Público de Minas Gerais

Minas Gerais|Do R7

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Captura dos animais começou em setembro de 2014
Captura dos animais começou em setembro de 2014

Mesmo após a recomendação feita pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) para que a Prefeitura de Belo Horizonte e a Fundação Zoobotânica soltassem as capivaras capturadas na orla da Lagoa da Pampulha, a Justiça determinou que os animais sejam mantidos em cativeiro. A decisão foi do Tribunal Regional Federal, onde a PBH recorreu sobre o caso.

Conforme o MPMG e a denúncia registrada pelo Movimento Mineiro Pelos Direitos dos Animais, elas estariam sendo mantidas em cativeiro de forma irregular já que o prazo para manutenção delas no local expirou. Além disso, o órgão informou que a simples retirada das capivaras do entorno da lagoa não garante a segurança em relação à saúde pública.


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A captura das capivaras teve início em setembro do ano passado e o objetivo era examinar os animais e, caso verificado risco de transmissão da febre maculosa, a prefeitura providenciaria um local para a permanência dos bichos. Isso porque as capivaras são hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da doença.


Já no início deste ano foi decidido que os 52 animais capturados seriam esterilizados para evitar que eles continuassem se reproduzindo. Entretanto, conforme denúncia de ativistas que defendem os direitos dos animais, nenhum deles passou pelo procedimento até hoje e alguns estariam morrendo por falta de espaço e acesso à água nos cativeiros.

De acordo com o MP, a taxa de mortandade e desaparecimento de animais mantidos em cativeiro é próxima de 50%. Por isso, além da recomendação, o órgão informou que irá abrir uma investigação criminal por maus-tratos contra a espécie.

Além disso, o órgão estabeleceu um prazo de 60 dias para a Prefeitura elabore e implante um plano de manejo e esterilização das capivaras do entorno da Lagoa da Pampulha. Este plano deve ser acompanhado de ações de controle da infestação dos carrapatos-estrela nos animais, com atenção especial aos locais de maior frequência e acesso do público.

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