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Justiça mantém bloqueio de R$ 14,5 milhões em bens dos Perrella

Ex-senador Zezé e o filho Gustavo são réus por enriquecimento ilícito em convênios de sementes com o Governo de MG

Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

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Pai e filho são réus em ação na Justiça
Pai e filho são réus em ação na Justiça

A Justiça de Belo Horizonte negou pedido da defesa do ex-deputado estadual Gustavo Perrella, filho do ex-senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella, e manteve o bloqueio de bens dos dois, além de outras três pessoas e uma empresa, no valor de R$ 14,5 milhões.

Réus em uma ação movida, em 2014, pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), eles são acusados de supostas irregularidades na contratação da empresa da família, a Limeira Agropecuária e Participações, que teria feito contratos sem licitação com o Governo de Minas, durante gestão do PSDB no Estado, para o fornecimento de sementes.


Na decisão contra o desbloqueio dos bens, a juíza Denise Canedo Pinto, da 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de BH, argumentou que "a documentação trazida pelo réu não afirma a regularidade da contratação e da dispensa, de forma que não exclui a possibilidade de prejuízo".

Conforme o entendimento da juíza, "apesar dos argumentos trazidos pela parte requerida, importa dizer que o cerne de toda a questão trazida pelo representante do Ministério Público em sua inicial foram os contratos havidos sem licitação que teriam trazido danos ao erário. Logo, o dano de que se trata não é apenas o de mensurar se houve a entrega do que foi comprado, mas também de estabelecer se o comprado o foi a preço adequado e dentro das normas constitucionais".


De acordo com denúncia, a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), autarquia do governo mineiro, fez contratos sem licitação com a Limeira para fornecer sementes do programa Minas sem Fome, entre 2007 e 2011. Nesse período, Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB à época, governaram o Estado. O MPMG sustenta que houve enriquecimento ilícito e quer o ressarcimento integral do valor repassado.

Helicóptero com cocaína


A Limeira ficou conhecida em 2013, quando veio à tona que a empresa era proprietária do helicóptero Robinson 66, apreendido no Espírito Santo com 443 quilos de cocaína pura. Segundo investigação da Polícia Federal, os Perrella não têm relação com o tráfico de drogas e a culpa recaiu no piloto da aeronave, Rogério Almeida Antunes, que ocupou cargo comissionado na Assembleia Legislativa de Minas.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a defesa do ex-senador e do ex-deputado estadual, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

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