Marcha das Vadias acontece neste sábado em BH
É a terceira edição do evento na capital mineira
Minas Gerais|Do R7 MG*

Mulheres marcham pela liberdade e pelo fim da violência neste sábado (25) pelas ruas de BH. O evento está marcado para começar às 13h, com uma concentração na Praça Rio Branco (Praça da Rodoviária), e ir para a Praça da Estação, passando pela rua Guaicurus, no centro da cidade, a partir das 14h.
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O ponto final da marcha será a Praça da Liberdade, que traz no nome uma das motivações do movimento. Mulheres de diferentes idades, etnias, classes e orientações sexuais se reúnem para levantar a bandeira da liberdade feminina.
O evento ocorre pela terceira vez em Belo Horizonte. No ano passado, ele reuniu centenas de pessoas no mesmo trajeto. Neste sábado, ele acontece simultaneamente em Belo Horizonte e São Paulo. Outras cidades, como Rio de Janeiro, Brasília, Vitória, Porto Alegre, Recife, Florianópolis e Aracaju estão com suas edições marcadas para diferentes finais de semana de junho e julho.
Dúvidas sobre o movimento
Entre as pessoas que marcham não estão só mulheres. As organizadoras do evento esclarecem que "todas as pessoas que lutam pela liberdade e pelo fim dos papeis de gênero são bem-vindas".
A organização também lembra que não é necessário usar pouca ou nenhuma roupa para integrar o movimento. Como um ato de luta pela liberdade, seria incoerente exigir que os participantes se vestissem deste ou daquele modo. A única orientação é que as pessoas se sintam livres para se expressarem.
Outra dúvida recorrente sobre o evento diz respeito ao seu nome. Muitas pessoas se perguntam sobre o porquê do uso da palavra "vadia", que tem comumente uma conotação pejorativa. Cynthia Semíramis, doutoranda em Direito na UFMG, esclarece:
— Basta a mulher fazer algo que não agrada às pessoas para ser chamada de vadia, mesmo que ela esteja com a razão. É contra essa cultura misógina que estamos lutando porque legitima violência e fere a liberdade das mulheres de serem quem desejam ser.
História da marcha
O evento teve sua origem em 2011, no Canadá. Depois de uma série de casos de abuso e violência sexual contra mulheres na Universidade de Toronto, um policial recomendou que "as mulheres parassem de se vestir como vadias para não serem estupradas".
No mesmo ano, canadenses se uniram para fazer a "Slut Walk" (Marcha das Vadias, em inglês), protestando contra o posicionamento do policial e a carga ideológica e cultural que existia por trás dele.
O movimento se espalhou por vários países e continua tendo como bandeira o fim da ideia de que a vítima pode ser culpada de alguma forma pelos casos de abuso sexual.
*Com a colaboradora Camila Braga















