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Ministro Patrus Ananias é ofendido ao deixar restaurante em BH

Ele reagiu ao ser chamado de "corrupto" e disse que processaria manifestante 

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Ministro publicou nota sobre o episódio ocorrido no domingo (8)
Ministro publicou nota sobre o episódio ocorrido no domingo (8)

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, foi hostilizado ao deixar um restaurante localizado no bairro Funcionários, na região centro-sul de Belo Horizonte, no último domingo (8). Um dos clientes mais exaltados exibiu um guardanapo com os dizeres "Fora, PT", enquanto pessoas de outras mesas ajudavam a engrossar os gritos. 

Patrus estava acompanhado da mulher e do secretário adjunto de Educação, Carlão Pereira (PT). O ministro pediu para conversar e pediu para que o homem escrevesse as acusações em um papel para que ele levasse o episódio à Justiça. Diante disso, o cliente afirmou que as reclamações eram destinadas ao PT e não à Patrus. 


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Através de sua página no Facebook, Patrus se manifestou sobre o caso. Leia a nota na íntegra:

"Este não vai ser o país do ódio. Ninguém vai nos tirar das ruas de Belo Horizonte.


Estive há pouco na Cervejaria Bar Brasil, um bar tradicional de BH, com minha esposa Vera, Carlão Pereira e sua esposa Jussara. Estávamos ali conversando entre amigos, sendo tratados com toda a gentileza pelos garçons. Pagamos a conta e levantamos para sair quando um homem em uma mesa próxima à porta começou a gritar, fazendo acusações de corrupção e levantando um daqueles cartazes - "Fora PT, Fora Dilma"...

Me aproximei e pedi 30 segundos para conversarmos. Ele retrucou que iria me "conceder 10 segundos". Respondi que colocasse num papel e assinasse todas as acusações sem provas em relação a mim, que amanhã mesmo eu entraria com uma ação contra ele. Então a conversa mudou, com ele dizendo que "eram acusações em relação ao PT". Uma câmera já estava posicionada desde o início, esperando para flagrar o momento "espontâneo".


Algumas mesas ao redor, articuladas a essa primeira, começaram a ampliar o barulho, tentando nos intimidar. Não arredamos pé. Respondemos às acusações sem fundamento, exigimos respeito, mantivemos a firmeza. O acusador da primeira mesa rapidamente foi embora em silêncio, enquanto nós permanecemos ali.

Tivemos uma conversa altiva e buscamos negociação e diálogo, com convém a uma sociedade democrática. Fizemos isso porque ninguém vai nos tirar das ruas e dos bares de BH. Nenhuma reação de uma manifestação organizada, travestida de espontânea, vai nos intimidar e limitar nosso direito de sentar com os amigos e a família em um bar numa tarde de domingo em qualquer cidade.

Porque este não vai ser o país do ódio generalizado, mesmo que esse seja o sonho de tantos que não conseguiram vencer democraticamente.

Este não vai ser o país onde se toma o poder pela força, usando mentiras e calúnias sem fundamento.

Este não vai ser o país onde quem grita mais alto tem razão. Este vai continuar sendo o país da democracia, de quem sabe ouvir, compreender e debater."

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