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Senador diz que Parque Linear do Belvedere não vai ser leiloado

Governo Federal, proprietário do terreno, tinha previsão de vendê-lo no fim deste mês; moradores usam área como espaço de lazer

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record TV Minas

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Parque fica em área de trilho de trem desativado
Parque fica em área de trilho de trem desativado

O senador Alexandre Silveira (PSD) anunciou, neste sábado (12), que o Parque Ecológico Linear do Belvedere, na região oeste de Belo Horizonte, não será mais leiloado no fim deste mês conforme previsto.

O político disse que a decisão foi tomada durante reunião com o Ministério da Economia, nesta sexta-feira (11). A reportagem procurou o Ministério da Economia para comentar sobre o futuro do parque e aguarda retorno.


“Nós recomeçaremos uma discussão sobre a destinação da área, tendo em vista a segurança de todos. Garanto que, enquanto homem público, estarei ao lado dos mineiros trabalhando pelo meio ambiente e por nossa Minas Gerais”, disse o parlamentar durante encontro com moradores da região e ambientalistas nesta manhã.

O parque fica no limite de Belo Horizonte e Nova Lima. Ele tem cerca de 2 quilômetros e corresponde à área da antiga linha férrea do Belvedere. Desde 2002, quando a linha foi desativada, a população do entorno utiliza a área como um parque, mesmo que de forma improvisada.


A área, próxima à Serra do Curral, abriga nascentes e mananciais e é considerada estratégica para o abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte. Parte dela está dentro da Estação Ecológica Cercadinho, criada em 2006 para proteger o aquífero, o solo, a fauna e a flora da região.

A venda do terreno, que pertence ao Governo Federal, estava prevista para o próximo dia 23. O MPF (Ministério Público Federal) tentou impedir a negociação por meio de uma ação. Moradores e ambientalistas criaram uma página na internet para manifestar contra a venda da área verde. O grupo teme a construção de uma rodovia no local.

A luta é para que a área seja preservada e se transforme, oficialmente, em um parque com importância ecológica e social. O projeto, defendido pelos moradores, já existe há cerca de 12 anos e já foi apresentado para a prefeitura, mas a área pertence à União.

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