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Servidores da Prefeitura de Belo Horizonte entram em greve por reajuste salarial

Sindicato afirma que a proposta da prefeitura não é suficiente para cobrir as perdas inflacionárias dos servidores

Minas Gerais|Bruno Menezes, da Record TV Minas

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Projeto previa pagamento da recomposição em duas parcelas
Projeto previa pagamento da recomposição em duas parcelas

Servidores de Belo Horizonte entraram em greve nesta terça-feira (21) pela campanha salarial de 2023. A categoria recusou a proposta da PBH de recomposição salarial e pretende debater o assunto em uma reunião marcada para esta quarta-feira (22).

O projeto da Prefeitura previa uma recomposição salarial de 5,93%, divididos em 2,5% em julho para ser pago em agosto e 3,43% em novembro para ser pago em dezembro. A oferta ainda inclui um aumento do valor do vale-refeição de R$ 24,60 para R$ 35,00.


O Sindicato afirma que a proposta não é suficiente para cobrir as perdas inflacionárias dos servidores. A PBH se reuniu, nesta segunda-feira (20) à tarde, com representantes da entidade e decidiu adiantar o pagamento da primeira proposta. Dessa forma, o pagamento total dos 5,93% deve iniciar em julho. A categoria se reúne nesta quarta-feira (22) para debater a proposta.

O sindicato alega, ainda, que um estudo feito pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a perda salarial em 1º de janeiro deste ano somava 7,86%. Em julho deste ano seria necessário 11,40% para recomposição dos salários e em dezembro 14%. Dessa forma a proposta da PBH, segundo os servidores, não estaria de acordo com o cenário de perdas inflacionárias.


Proposta da Prefeitura

Em reunião, realizada nesta segunda-feira (20), com representantes dos servidores municipais, o prefeito Fuad Noman propôs a antecipação, para junho, do reajuste salarial de 5,93% ao funcionalismo. Até então a Prefeitura propunha que o índice de 5,93% fosse pago de duas vezes, nas folhas de julho e de novembro. A nova proposta é a aplicação integral do reajuste em junho. O impacto será de R$207 milhões, representando um aumento de R$83 milhões em relação à proposta inicial.


Durante seu segundo encontro neste ano com os sindicatos e entidades representativas dos servidores, Fuad Noman destacou que a nova proposta é mais um esforço do Executivo para valorizar ao máximo o funcionalismo sem comprometer as finanças municipais.

Em conversa com as entidades representativas dos servidores, o prefeito Fuad Noman falou ainda que o compromisso de fazer o que é possível dentro do orçamento da PBH.


"Nós estamos fazendo o máximo possível para dar a vocês uma condição boa. Não podemos prometer uma coisa que não vamos cumprir. Então é uma coisa de cada vez. Quem promete o impossível é um grande mentiroso. Então eu não posso chegar aqui e dizer que vou dar 50% de aumento, chegar em junho e eu não pagar. Já vimos isso acontecer em outras esferas de governo. Não queremos quebrar o trato. Eu entendo que todos querem e merecem um pouco mais, mas espero que a gente consiga convergir para uma solução", disse o prefeito.

Após o aceite da proposta e o encaminhamento do projeto de lei sobre o reajuste à Câmara Municipal, a Prefeitura voltará a se reunir com as entidades em outubro para discutir as pautas específicas e o reajuste previsto para 2024.

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