As imagens que geram protestos, e aquelas que já viraram paisagem
Uma foto de campanha e uma camiseta dobrada viraram polêmica em poucas horas. Outras imagens deixaram de chamar a atenção
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vivo repetindo que comunicação se dá na cabeça de quem ouve e não na de quem fala. De quem vê e não de quem mostra. Ou seja, você fala uma coisa, o outro ouve outra coisa. Você fotografa um vestido e um tênis, as pessoas veem um enforcado e o símbolo da Ku Klux Klan. Comunicar bem é uma arte.
Sei que você viu a polêmica em torno da publicidade da Converse, que colocou seu tênis All Star nas mãos da cantora sul-coreana Karina, projetou sua estrela no vestido da artista e criou uma polêmica ao lembrar os extremistas que perseguiam e matavam os negros americanos.
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Devo confessar que, depois que alguém fala, fica impossível olhar pra foto e não ver o chapéu da KKK e os pés de um enforcado.
Ao mesmo tempo, nosso Vini Jr. e seu colega de Real Madrid, Mbappé, causaram furor ao dobrar a camiseta de apoio aos moradores de Ceuta, que foi invadida em dois dias por 72 mil imigrantes fugindo de Marrocos.
Se todos tivessem permanecido na cidade espanhola fincada na África, a população local de 83 mil habitantes quase teria dobrado. A maior parte voltou, mas ainda permaneceram de cinco a seis mil marroquinos tentando uma vida melhor na Europa africana.
O que eles fizeram foi entendido como a não aceitação pelos dois do ato de solidariedade. Tudo bem a Associação Comercial de Valência ser solidária aos ceutenses, os “Caballas”. Mas daí a vestir a camisa, ainda mais dois imigrantes que jogam na Espanha, é pedir demais.
Sei que vestir não significa, obrigatoriamente, apoiar. Mas, do mesmo jeito da foto da Converse, é impossível prever o que as pessoas vão pensar. Melhor dobrar a camisa...
Engraçado o que uma foto e uma camiseta geram de protestos e indignação. Não discordo. Mas me impressiona como somos incoerentes. Falamos e falamos nas redes sociais e nas rodas de conversa sobre isso e paramos de nos preocupar com a Guerra da Ucrânia, que desde 2022 acontece. Tornou-se um fato corriqueiro e nem capa de site de notícias dá mais.
A gente não se preocupa com o que não vemos ou não nos afeta. A foto não pode. Mas o drone caindo do céu já virou parte da paisagem...
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