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Quando o digital some, é a vitrine que segura a marca

Uma gigante do varejo sai da recuperação judicial menor, quase toda física, e deixa para trás uma conta que muita gente ajudou a pagar

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lojas Americanas saiu da recuperação judicial após inconsistências contábeis e rombo de R$ 42 bilhões.
  • Empresa fechou uma em cada cinco lojas e viu seu faturamento cair drasticamente.
  • Estratégia digital foi abandonada, com 95% do faturamento agora vindo de lojas físicas.
  • Fornecedores e parceiros sofreram com a crise, mas o varejo físico provou sua resiliência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quando o físico salva o digital Imagem gerada por IA / Chat GPT

Menos de três anos e as Lojas Americanas parecem estar saindo do inferno. Outubro é um mês para comemorar. Doze ex-executivos foram declarados réus pela Justiça na investigação sobre as inconsistências contábeis que levaram ao rombo de R$ 42 bilhões, mas, principalmente, a empresa conseguiu sair da recuperação judicial. Não é pouca coisa.

A empresa que surge ao final desse processo de longe lembra aquela que afundou nos problemas causados pela administração anterior. Uma em cada cinco lojas foi fechada. De 1.855 lojas físicas, sobraram 1.448. O faturamento também caiu, de R$ 5,4 bilhões no terceiro trimestre de 2022 para R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre deste ano. Mas o grande tombo foi no mundo digital.

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Até o escândalo de janeiro de 2023, a empresa focava sua estratégia em ser um ecossistema na internet. Tinha e-commerce, era dona da Submarino, da Shoptime e servia de trampolim para muita empresa que vendia no seu marketplace. Quase 60% do seu faturamento passava pelos computadores e celulares dos consumidores. Agora, mais de 95% vêm das lojas de rua e dos shoppings. Na verdade, podemos falar que a empresa digital sumiu e que a física está tirando a marca do buraco.

Não sei você, mas eu tenho um misto de orgulho e tristeza nesta recuperação. O orgulho vem de saber que parte da minha história afetiva não vai ser apagada. Tenho lembranças e mais lembranças do Murilo criança entrando numa Americanas e se encantando com a gôndola imeeeeeeensa de balas. Dos Murilos de diversas idades, comprando ou só percorrendo os corredores das lojas e até pesquisando nos sites.

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A tristeza vem de saber que centenas de empresas ajudaram a pagar esses R$ 42 bilhões de rombo. Fornecedores e parceiros de marketplace que sofreram com os acontecimentos. Não é por acaso que o faturamento do marketplace caiu e quase zerou. Ninguém quer fazer negócios com uma empresa que talvez não pague suas contas. Os boletos chegam para todos.

De todo modo, que bom saber que o varejo físico não morreu.

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