Assim como Astra, Monza e Chevette, GM pode lançar Onix a etanol na linha 2027
Segundo o Webmotors, versão já está pronta e tem até preço

A Chevrolet Brasil estuda uma movimentação que parecia ter ficado no passado da indústria nacional: lançar uma versão do Onix movida exclusivamente a etanol do que vai se chamar “Eco” . Segundo informações publicadas inicialmente pela Webmotors e reforçadas por outros veículos especializados, a linha 2027 do hatch poderá ganhar uma configuração mais acessível equipada com motor turbo e câmbio automático, mas abastecida apenas com álcool. A estratégia chama atenção porque acontece justamente em um momento em que o mercado brasileiro volta a discutir eficiência energética, emissões e incentivos fiscais. A proposta da GM seria aproveitar as regras do chamado IPI Verde para enquadrar o modelo em uma tributação mais favorável, reduzindo preço final e tornando o carro mais competitivo em segmentos de alto volume.

De acordo com as informações divulgadas, o projeto envolveria uma nova configuração chamada extraoficialmente de “Onix Eco”, com motor 1.0 turbo calibrado para funcionar exclusivamente com etanol e combinado ao câmbio automático. Há relatos de potência na faixa dos 115 cv e posicionamento abaixo das versões turbo automáticas atuais. Até o momento, a General Motors não confirmou oficialmente o lançamento. Caso avance, a iniciativa marca um retorno simbólico a uma tradição que ajudou a consolidar a presença da Chevrolet no Brasil. Muito antes da tecnologia flex dominar o mercado a partir dos anos 2000, a marca teve uma longa trajetória com carros exclusivamente a álcool.

Segundo o site, o Onix Eco vai custar R$ 103.190 e o Onix Plus Eco vai ser vendido por R$ 106.990. Modelos como o Chevrolet Monza, Chevrolet Chevette, Chevrolet Kadett, Chevrolet Corsa e Chevrolet Astra fizeram parte da expansão do combustível renovável no país durante as décadas de 1980 e 1990. A própria linha de picapes da marca também teve derivações dedicadas ao álcool.

A diferença agora é que o contexto mudou. Se antes o etanol era uma alternativa diante da crise do petróleo e da política energética nacional, hoje o discurso gira em torno de redução de emissões, custo operacional e incentivos fiscais para veículos considerados menos poluentes.Também existe um componente comercial importante. Um Onix turbo automático mais barato pode recolocar o modelo em uma faixa de mercado disputada por motoristas de aplicativo, frotistas e consumidores que migraram para compactos aspirados ou compactos híbridos de entrada.
A GM não se pronunciou sobre o assunto. Mas se o plano se concretizar, a Chevrolet pode acabar transformando uma tecnologia que parecia aposentada em uma nova frente de competitividade para o carro que já foi líder do mercado.
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