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Celular pode 'dedurar' infrações ao volante, diz pesquisa

Tecnologia dos aparelhos está pronta para facilitar processos de investigação, mas lei ainda não prevê esse compartilhamento

Autos Carros|Marcos Camargo Jr. e Marcos Camargo Jr.

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Uso de celular infelizmente ocorre de forma indiscriminada ao volante
Uso de celular infelizmente ocorre de forma indiscriminada ao volante Internet/Reprodução

O uso indiscriminado de celular ao volante infelizmente tem sido uma realidade, podendo resultar em acidentes graves. A mesma tecnologia que facilita a vida das pessoas, no entanto, pode ser empregada para "denunciar" falhas de atenção que levam a acidentes.

Com a utilização de GPS, sensores de movimento e detecção de impactos, os celulares estão prestes a servir como registros capazes de identificar a negligência dos motoristas antes de uma colisão ou impacto com o veículo. Contudo, a legislação atualmente não permite o compartilhamento desses dados com as autoridades.


Alerta sobre o uso do celular em matéria da ABC
Alerta sobre o uso do celular em matéria da ABC ABC News/Reprodução

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Utah, em parceria com o NHTSA (órgão de segurança federal dos Estados Unidos), revela que até 20% das pessoas utilizam o celular enquanto dirigem para acessar redes sociais, jogar, assistir a vídeos e enviar mensagens.

David Strayer, um dos cientistas envolvidos no estudo, afirma que "já é possível detectar se o motorista estava com o rosto próximo do celular antes de um acidente". O estudo foi publicado em um artigo no jornal The New York Times.


O estudo indica que a tecnologia de rastreamento já pode detectar não apenas a posição geográfica, mas também os últimos aplicativos, sites ou jogos acessados pelo usuário, com uma precisão de segundos. Entretanto, esse dado não pode ser incluído nas investigações de acidentes devido a questões legais.

Nos EUA, já existem câmeras capazes de detectar o uso de celular para multar motoristas, assim como no Brasil, mas essa é a única prova que pode ser usada para incriminar um condutor por uso do aparelho ao volante. No entanto, Strayer vai além e afirma que "o celular deixa pistas como migalhas de pão sobre o uso do aparelho instantes antes de um impacto" e sugere que alterações na lei poderiam facilitar o uso desses dados em investigações.


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Estatisticamente, em 2021 apenas 1% dos 377 acidentes fatais ocorridos nas estradas norte-americanas tiveram o uso do celular como causa de um acidente grave. No entanto, segundo o estudo da universidade, esse número é muito maior. Isso ocorre porque os envolvidos nos acidentes dificilmente assumem uma distração causada pelo uso do celular, o que dificulta a obtenção de uma estatística mais precisa sobre acidentes causados por falha humana.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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