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Por que vale a pena comprar um usado de R$ 40 mil e não de R$ 25 mil: a oficina explica

Em vez de comprar automáticos antigos ou veículos bem equipados de 20 anos, o ideal é investir um pouco mais

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Por que vale a pena comprar um usado de R$ 40 mil e não de R$ 25 mil Fiat/Peugeot/Volkswagen/Chevrolet/Divulgação

O mercado de carros usados vive um cenário curioso no Brasil. Enquanto muitos consumidores tentam encontrar modelos “premium” antigos, carros por cerca de R$ 40 mil podem significar menos dor de cabeça, manutenção mais previsível e custo total menor no longo prazo.


No fim das contas, a economia da compra pode se traduzir em prejuízo ao longo do uso e, para isso, o R7 Autos Carros separou algumas dicas.

Carro de até R$ 25 mil; o limiar dos problemas

Afinal, por que um carro mais caro poderia ser mais econômico? A resposta está justamente na idade do projeto, no histórico de manutenção e, principalmente, nos problemas crônicos acumulados por alguns modelos muito populares no mercado de usados baratos.


Mecânico mexendo em uma ferramenta Freepik/Divulgação

Entre os exemplos mais citados pelas oficinas aparecem carros como Volkswagen Polo iMotion, Peugeot 307, Citroën C3 de primeira geração, Peugeot 207 1.6 e até sedãs médios consagrados como Honda Civic e Toyota Corolla do início dos anos 2000.

Transmissão automática Freepik/Divulgação

No caso do Polo iMotion, o principal alerta envolve o câmbio automatizado. Apesar de ter sido vendido como solução mais acessível ao automático tradicional, o sistema acumulou histórico de trancos, falhas em atuadores, desgaste prematuro de embreagem e manutenção cara.


O problema não é exclusivo do Volkswagen. Diversos automatizados antigos da GM, como Easytronic, ou da Fiat, como o Dualogic, acabaram ficando conhecidos por exigir reparos frequentes e alto custo de mão de obra especializada, que pode ficar entre R$ 7 e R$ 10 mil.

Pneu usado Freepik/Divulgação

O Peugeot 307 também aparece com frequência nas oficinas independentes. O hatch médio francês entregava conforto, acabamento e equipamentos acima da média para a época, mas envelheceu mal em alguns pontos.


Sensores, módulos eletrônicos, falhas de injeção e problemas elétricos passaram a fazer parte da rotina de muitos proprietários. O custo de algumas peças e a dificuldade de diagnóstico em carros muito antigos também acabam elevando a conta.

Os compactos franceses da mesma época seguem caminho parecido. Citroën C3 e Peugeot 207 com motor 1.6 ainda atraem consumidores pelo desempenho e pela lista de equipamentos, mas acumulam relatos de desgaste precoce do eixo traseiro, além de problemas recorrentes em suspensão, injeção eletrônica e refrigeração.

Em muitos casos, o comprador encontra um carro aparentemente barato, mas que exige uma sequência de pequenos reparos logo após a compra.

Carro antigo e automático

Até modelos conhecidos pela confiabilidade entram na lista de atenção quando já ultrapassaram duas décadas de uso. Honda Civic e Toyota Corolla do começo dos anos 2000 ainda têm reputação forte no mercado brasileiro, mas oficinas alertam que muitos exemplares já chegam com desgaste elevado em câmbio automático, suspensão e direção.

Além disso, peças originais e serviços especializados podem ter custo incompatível com o valor atual do veículo. Um reparo de câmbio desses veículos pode ficar em torno de R`$ 10 mil.

Volkswagen Polo antigo estacionado Volkswagen/Divulgação

Segundo mecânicos especializados em usados, um dos maiores erros do consumidor é olhar apenas para o preço de compra. Um carro de R$ 10 mil ou R$ 15 mil em reparos acumulados nos primeiros meses, especialmente quando o histórico de manutenção é desconhecido.

Vale a pena subir mais?

Por outro lado, elevar o orçamento para algo próximo de R$ 40 mil abre espaço para modelos mais modernos, menos rodados e com projetos reconhecidos pela manutenção mais simples.

Entre os carros mais recomendados por oficinas nessa faixa, aparece o Honda Fit com câmbio CVT entre 2009 e 2010. O monovolume japonês ficou conhecido pela confiabilidade mecânica, espaço interno e baixo índice de falhas graves. Quando bem cuidado, costuma apresentar manutenção previsível e consumo equilibrado.

Outro nome frequentemente lembrado é o Toyota Etios a partir de 2013. Apesar do acabamento simples, o compacto ganhou fama de robusto e baixo custo de manutenção. O conjunto mecânico costuma apresentar poucos problemas graves, além de boa durabilidade para uso urbano intenso.

Toyota Etios branco na pista Toyota/Divulgação

A lista inclui ainda modelos nacionais mais simples, mas reconhecidos pela resistência mecânica. Fiat Palio Evo 2014 ou 2015 completo surge como alternativa racional para quem busca peças baratas e manutenção simples.

Já o Chevrolet Celta dos últimos anos de produção continua sendo visto como um dos compactos mais baratos de manter no Brasil, especialmente para quem prioriza uso urbano e custo operacional reduzido.

O caminho certo

Para oficinas independentes, a principal recomendação continua sendo fugir da tentação de comprar carros mais sofisticados apenas porque ficaram baratos com o passar do tempo.

Em muitos casos, veículos médios e premium antigos mantêm custo de manutenção de carro caro mesmo depois da forte desvalorização.

Carros de marcas generalistas completos, como Palio, Corsa, Celta, Classic, Fiesta e Polo ou Gol/Voyage, podem ser a melhor compra de usado em torno dos R$ 40 mil.

Um usado mais novo, menos complexo e com histórico de confiabilidade geralmente custa mais na compra, mas pode representar economia significativa ao longo dos anos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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