Fiat vai manter fórmula de “carros específicos” a partir do Argo X e ampliar parceria com chineses
Marca prepara nova fase com produção baseada na plataforma CMP e parcerias com Leapmotor e Dongfeng

A Fiat celebrou hoje em Betim/MG os 50 anos da marca no Brasil. Em fase de transição com o lançamento do Argo X, nome que será aplicado ao Grande Panda, a Stellantis vai manter a força da engenharia local para fazer produtos específicos para a região. “Temos aqui 4.500 e engenheiros e investimos muito na capacidade e criatividade dos brasileiros. Nossa receita será sempre localizar”, disse Antonio Filosa, presidente do grupo Stellantis.
Leapmotor B10 estacionado em São Paulo
Marcos Camargo Jr 18.05.2026
Sem criticar diretamente as chinesas, já que a Stellantis tem parceria com a Leapmotor e Donfeng, os executivos admitem que entre os novos lançamentos estarão “produtos específicos” sem descartar novidades vindas dos parceiros orientais.

“O projeto F1H é um projeto global e vamos traduzir em soluções que funcionem para nós. Se der para usar um produto que tem na Europa ótimo, se houver necessidade de desenvolvimento de algo mais para a região como Toro, Fastback, se isso for possível com um produto ‘ok’ mas senão teremos produtos específicos seguindo essa receita”, disse Filosa.

Investir para ser líderA stellantis anunciou € 60 bilhões de investimento global. “Para América do Sul queremos manter liderança no Brasil e Chile. Estamos trabalhando para ampliar no Chile, Colômbia e talvez Venezuela”, explicou.

Deste montante R$ 14 bilhões já estão sendo aplicados em Betim onde a empresa vai substituir gradativamente as plataformas MLA (Argo, Pulse e Fastback), MPP (Strada) e 327 (Mobi, em um derivação da base do antigo Uno) pela CMP/Smart Car.

Antonio Filosa e Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul também deram mais detalhes sobre como será a estratégia do grupo no desenvolvimento de novos produtos. No caso do que já é feito no país, a empresa quer seguir a estratégia atual.

“Nossa receita de parceria sempre foi localização. Temos índice de nacionalização de 95%. Usamos aço, plástico, espuma e itens brasileiros. Nossa lógica sempre foi localizar. A gente observa muito o fenômeno de CKD e SKD. Temos uma abordagem otimista para o Brasil. Entre junho de 2026 e 25 o Brasileiro o crescimento chegou a 10%. Pelo crescimento do CKD e SKD a importação do aço cresceu muito mais importado do que processado aqui”, explicou.

Força da China estará cada vez mais presenteHoje a Stellantis tem a parceria que deu origem à Leapmotor que atua com os “ultra híbridos” C10 e elétricos B10 e C10. O grupo já anunciou que trabalha em uma estratégia para transformar o motor gerador usado no C10 e em breve no SUV B10 em flex. Mas os executivos não deram mais detalhes.

“Temos a parceria com Leapmotor e vamos ampliar com a parceria da Dongfeng aqui na América do Sul”, disse Herlander Zola sem entrar em detalhes. Durante o evento Anfavea Visions, há cerca de um mês em São Paulo, Zola disse que “o tempo ao qual as montadoras nacionais estavam acostumadas a trabalha em projetos passou e que agora esse processo tem que ser mais rápido”.

Isso dá o tom de que os novos projetos da Stellantis sairão do papel em prazo mais curto. Mas no caso da Dongfeng há um imbróglio a ser resolvido. A marca vai estrear no Brasil com atuação separada da Stellantis e com produtos próprios enquanto prepara uma estratégia de parceria com a Nissan com a chegada de modelos elétricos e híbridos.
“A China está acostumada a programar o longo prazo. No caso do ecossistema de carro elétrico o planejamento foi de 20 anos. Investiram na demanda, no ecossistema, nos fornecedores e agora os países estão trabalhando em plataformas de regulamentação. Os EUA decidiram trabalhar no acordo de trade in com tarifas, a Europa está trabalhando no parâmetro “made in Europe”, o Brasil está trabalhando em tarifas de 35% para importados. Temos muito a oferecer também e vamos atuar dentro desses limites”, disse Filosa.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp































