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Fiat vai manter fórmula de “carros específicos” a partir do Argo X e ampliar parceria com chineses

Marca prepara nova fase com produção baseada na plataforma CMP e parcerias com Leapmotor e Dongfeng

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Antonio Filosa, presidente do grupo Stellantis Marcos Camargo Jr. 21.07.2026

A Fiat celebrou hoje em Betim/MG os 50 anos da marca no Brasil. Em fase de transição com o lançamento do Argo X, nome que será aplicado ao Grande Panda, a Stellantis vai manter a força da engenharia local para fazer produtos específicos para a região. “Temos aqui 4.500 e engenheiros e investimos muito na capacidade e criatividade dos brasileiros. Nossa receita será sempre localizar”, disse Antonio Filosa, presidente do grupo Stellantis.


Sem criticar diretamente as chinesas, já que a Stellantis tem parceria com a Leapmotor e Donfeng, os executivos admitem que entre os novos lançamentos estarão “produtos específicos” sem descartar novidades vindas dos parceiros orientais.


Novo Fiat Argo projetado por IA Projeção feita com IA - Autos Carros/Reprodução

“O projeto F1H é um projeto global e vamos traduzir em soluções que funcionem para nós. Se der para usar um produto que tem na Europa ótimo, se houver necessidade de desenvolvimento de algo mais para a região como Toro, Fastback, se isso for possível com um produto ‘ok’ mas senão teremos produtos específicos seguindo essa receita”, disse Filosa.


Antonio Filosa, presidente do grupo Stellantis, e Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul Marcos Camargo Jr. 21.07.2026

Investir para ser líderA stellantis anunciou € 60 bilhões de investimento global. “Para América do Sul queremos manter liderança no Brasil e Chile. Estamos trabalhando para ampliar no Chile, Colômbia e talvez Venezuela”, explicou.

Dongfeng Box no Brasil "BFM" Box Dongfeng/Divulgação

Deste montante R$ 14 bilhões já estão sendo aplicados em Betim onde a empresa vai substituir gradativamente as plataformas MLA (Argo, Pulse e Fastback), MPP (Strada) e 327 (Mobi, em um derivação da base do antigo Uno) pela CMP/Smart Car.


Leapmotor B10 cinza estacionado Marcos Camargo Jr 18.05.2026

Antonio Filosa e Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul também deram mais detalhes sobre como será a estratégia do grupo no desenvolvimento de novos produtos. No caso do que já é feito no país, a empresa quer seguir a estratégia atual.

Fiat Argo X camuflado andando na estrada Placa Verde/Reprodução

“Nossa receita de parceria sempre foi localização. Temos índice de nacionalização de 95%. Usamos aço, plástico, espuma e itens brasileiros. Nossa lógica sempre foi localizar. A gente observa muito o fenômeno de CKD e SKD. Temos uma abordagem otimista para o Brasil. Entre junho de 2026 e 25 o Brasileiro o crescimento chegou a 10%. Pelo crescimento do CKD e SKD a importação do aço cresceu muito mais importado do que processado aqui”, explicou.

Executivos da Fiat durante a comemoração de 50 anos da marca Marcos Camargo Jr 21.07.2026

Força da China estará cada vez mais presenteHoje a Stellantis tem a parceria que deu origem à Leapmotor que atua com os “ultra híbridos” C10 e elétricos B10 e C10. O grupo já anunciou que trabalha em uma estratégia para transformar o motor gerador usado no C10 e em breve no SUV B10 em flex. Mas os executivos não deram mais detalhes.

Leapmotor C10 tem autonomia superior a 900 km Leapmotor/Divulgação

“Temos a parceria com Leapmotor e vamos ampliar com a parceria da Dongfeng aqui na América do Sul”, disse Herlander Zola sem entrar em detalhes. Durante o evento Anfavea Visions, há cerca de um mês em São Paulo, Zola disse que “o tempo ao qual as montadoras nacionais estavam acostumadas a trabalha em projetos passou e que agora esse processo tem que ser mais rápido”.

Interior do Leapmotor C10 Marcos Camargo Jr. 04.11.2025

Isso dá o tom de que os novos projetos da Stellantis sairão do papel em prazo mais curto. Mas no caso da Dongfeng há um imbróglio a ser resolvido. A marca vai estrear no Brasil com atuação separada da Stellantis e com produtos próprios enquanto prepara uma estratégia de parceria com a Nissan com a chegada de modelos elétricos e híbridos.

“A China está acostumada a programar o longo prazo. No caso do ecossistema de carro elétrico o planejamento foi de 20 anos. Investiram na demanda, no ecossistema, nos fornecedores e agora os países estão trabalhando em plataformas de regulamentação. Os EUA decidiram trabalhar no acordo de trade in com tarifas, a Europa está trabalhando no parâmetro “made in Europe”, o Brasil está trabalhando em tarifas de 35% para importados. Temos muito a oferecer também e vamos atuar dentro desses limites”, disse Filosa.

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