Mako e Tukan ainda não chegaram, mas já comparamos: qual será a melhor?
Futuras picapes de BYD e Volkswagen terão propostas híbridas distintas

A BYD Mako e a Volkswagen Tukan ainda nem chegaram às concessionárias, mas já despontam como duas das principais novidades do mercado brasileiro de picapes.
Ambas terão construção monobloco, cabine dupla (a Tukan também terá cabine estendida), produção nacional e algum nível de eletrificação. As semelhanças, porém, praticamente terminam aí: enquanto a BYD prepara um sistema híbrido plug-in, a Volkswagen seguirá inicialmente pelo caminho do híbrido leve de 48 volts.

Apresentada com pouca camuflagem durante o Festival Interlagos, a Mako será produzida em Camaçari (BA) e terá forte relação técnica com o Song Pro.
Conforme antecipado pelo R7-Autos Carros, a picape deverá utilizar uma evolução do conjunto DM-i já empregado pelo SUV, combinando motor 1.5 flex de ciclo Atkinson, propulsor elétrico e bateria Blade.
Lateral dianteira da Volkswagen Tukan cabine simples 2027
Marcos Camargo Jr. 21.08.2026
Os números definitivos ainda não foram revelados, mas a referência do Song Pro aponta para potência combinada entre 220 cv e 235 cv nas configurações de entrada.
A BYD também poderá oferecer uma versão mais potente e com tração integral, adicionando um segundo motor elétrico ao eixo traseiro. Dessa forma, a gama teria opções 4x2 voltadas ao uso urbano e versões 4x4 para enfrentar diretamente as configurações mais caras de Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick.

Por ser híbrida plug-in, a Mako poderá rodar trechos urbanos apenas com eletricidade, desde que seja carregada regularmente. A capacidade da bateria ainda não foi informada, mas deve ser maior que a utilizada atualmente pelo Song Pro.
Além de reduzir o consumo, o sistema elétrico entrega torque imediato, característica importante para uma picape que poderá transportar carga próxima dos 750 kg e usar uma caçamba com cerca de 900 litros. A suspensão traseira independente multilink, semelhante à do SUV, indica uma proposta mais voltada ao conforto do que ao trabalho pesado.

A Volkswagen Tukan adotará uma solução mais simples. Segundo apuração já publicada pelo R7-Autos Carros, a versão mais sofisticada deverá receber o motor 1.5 TSI Evo2 flex associado a um sistema híbrido leve de 48 volts.
A expectativa é de aproximadamente 150 cv e 25 kgfm de torque, com câmbio automático. O conjunto será inicialmente importado do México, enquanto sua produção nacional está planejada para o final da década.

Diferentemente da Mako, a Tukan não poderá se movimentar somente com eletricidade. O pequeno motor-gerador substituirá o alternador e o motor de partida, auxiliando o propulsor a combustão nas acelerações e recuperando energia durante as desacelerações.
A bateria de 48 volts será muito menor que a da BYD e não precisará ser ligada à tomada. O benefício estará na redução do consumo e das emissões, sem alterar os hábitos do motorista.

Construída sobre uma evolução da plataforma MQB A0, a Tukan terá aproximadamente 4,70 metros de comprimento e 2,80 metros de distância entre-eixos.
A Volkswagen promete destacar a capacidade de carga, o vão livre do solo e o ângulo de entrada. A presença de eixo traseiro rígido com feixes de molas reforça uma orientação mais profissional. Além da versão 1.5 Evo híbrida, a gama poderá incluir opções mais baratas com motores 1.6 MSI e 1.0 TSI.

Na comparação de desempenho, a vantagem deverá ficar com a Mako. A combinação plug-in da BYD promete ao menos 70 cv a mais, maior participação do motor elétrico e possibilidade de tração integral.
Para quem puder carregar a bateria em casa, ela também deverá apresentar um custo por quilômetro significativamente menor no uso diário. Em contrapartida, será uma tecnologia mais pesada, complexa e provavelmente mais cara.

A Tukan deverá responder com menor peso, mecânica mais simples e uma estrutura preparada para levar carga. Também poderá custar menos, especialmente nas versões de entrada, aproximando-se de Chevrolet Montana e Fiat Strada enquanto as configurações superiores buscarão clientes da Fiat Toro.
Como não depende de recarga externa, será mais fácil de utilizar por empresas, produtores rurais e motoristas que percorrem longas distâncias.
Antes dos preços e fichas técnicas definitivas, a Mako parece ser a melhor escolha para quem prioriza potência, conforto e economia no uso urbano com recarga frequente. A Tukan, por sua vez, tende a ser mais racional para quem busca capacidade de trabalho, simplicidade e uma rede de concessionárias já consolidada.
A BYD deverá vencer no conjunto tecnológico, enquanto a Volkswagen poderá levar vantagem no custo, na praticidade e na vocação para carga. A resposta completa virá quando as duas finalmente chegarem às ruas.
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