Ford pode cortar até 1.000 empregos na Alemanha após queda nas vendas de elétricos
Segundo a montadora, as vendas “abaixo do esperado”, somadas à infraestrutura insuficiente de recarga e à falta de incentivos governamentais

Depois de anunciar cortes no Reino Unido, a Ford estuda demitir cerca de 1.000 funcionários em Colônia, na Alemanha, devido ao fraco desempenho comercial de seus modelos elétricos Capri e Explorer.

Segundo a montadora, as vendas “abaixo do esperado”, somadas à infraestrutura insuficiente de recarga e à falta de incentivos governamentais, devem resultar em ajustes significativos na produção nos próximos meses.

A empresa já havia encerrado a produção de modelos icônicos na Europa, como Fiesta e Mondeo, e se prepara para tirar o Focus de linha. Em paralelo, confirmou o lançamento de um novo SUV híbrido e a combustão como tentativa de recuperar espaço no mercado europeu.

Em comunicado, a Ford destacou: “Nossa preocupação é a saúde do negócio de veículos de passageiros na Europa, onde a companhia acumula perdas significativas. A transição para veículos eletrificados e a nova concorrência têm sido altamente desafiadoras.”
Contexto do mercado europeu
A decisão ocorre em meio à pressão de montadoras tradicionais sobre a União Europeia, que aprovou regulações rígidas contra veículos a combustão. Ao mesmo tempo, a demanda por elétricos segue abaixo das expectativas, com consumidores inseguros diante do alto custo dos modelos e da falta de infraestrutura.
No caso específico da Ford, a produção dos elétricos Capri e Explorer já havia sido reduzida logo após o início das vendas, diante da baixa procura. A marca também revisou sua estratégia: se antes planejava vender apenas elétricos na Europa a partir de 2030, esse plano já não está mais em vigor.
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