Quais são as marcas de carro que fazem celular, aspirador e até elevador?
Montadoras e empresas de tecnologia ampliam atuação global e mostram que automóveis fazem parte de ecossistemas muito maiores

Quem nunca esteve em um elevador e percebeu que ele é fabricado por uma empresa conhecida no mudo dos carros ou usa um celular de uma companhia que faz sucesso com esportivos elétricos? O mercado automotivo global está passando por uma transformação que vai muito além dos carros. Em meio à eletrificação e ao avanço das empresas, várias marcas passaram a atuar simultaneamente em segmentos que incluem celulares, aspiradores robôs, elevadores, ar-condicionado, eletrodomésticos e até equipamentos industriais pesados.

A estratégia começou no Japão e ganhou força principalmente na China e Coreia do Sul, onde grandes conglomerados tecnológicos enxergam os automóveis como mais um elemento dentro de um ecossistema conectado. O R7-Autos Carros traz detalhes de algumas empresas que vão além do mundo dos carros
Xiaomi saiu do celular para os carros elétricos
A Xiaomi é hoje o exemplo mais conhecido dessa transformação. A empresa ficou mundialmente famosa pelos smartphones, smartwatches e dispositivos domésticos inteligentes, mas entrou oficialmente no setor automotivo em 2024 com o sedã elétrico SU7.

A fabricante chinesa construiu um verdadeiro ecossistema tecnológico integrado. Hoje, além de celulares, produz televisores, aspiradores robôs, scooters elétricas, câmeras de segurança, purificadores de ar e dezenas de produtos conectados.

O carro elétrico virou uma extensão dessa estratégia. O SU7 conversa diretamente com celulares Xiaomi, sistemas domésticos inteligentes e serviços em nuvem da companhia.

A entrada da marca no setor automotivo abalou o mercado chinês. Em poucos meses, o SU7 ultrapassou modelos tradicionais de fabricantes consolidadas em volume de pedidos e colocou a Xiaomi em rota de colisão com empresas como Tesla e BYD.
Dreame fabrica aspiradores e agora quer entrar nos carros
Outra empresa chinesa que começou nos eletrodomésticos é a Dreame Technology. Conhecida pelos aspiradores robôs premium e aparelhos domésticos inteligentes, a marca vem ampliando investimentos em robótica, inteligência artificial e sistemas de automação. O próximo passo já anunciado será a entrada no mundo dos automóveis.

Leapmotor começou fabricando componentes eletrônicos
A Leapmotor nasceu de maneira diferente. Antes de produzir veículos elétricos, a empresa fundada em 2016 atuava no fornecimento de componentes eletrônicos e sistemas tecnológicos para sistemistas, fornecedoras de peças para carros.

Em 2019 a Leapmotor lançou seu primeiro carro e em 2026 quer alcançar a marca de 1,2 milhão de unidades produzidas. Hoje, a Leapmotor produz SUVs elétricos, modelos híbridos e veículos com extensor de autonomia e atua fora da China em parceria com a Stellantis. A empresa também desenvolve internamente baterias, softwares e chips eletrônicos.
Mitsubishi vai muito além dos carros
A Mitsubishi talvez seja o exemplo mais clássico de conglomerado industrial multifuncional. Muita gente conhece apenas a divisão automotiva, mas o grupo japonês atua em áreas como elevadores, aviação, navios, ar condicionado entre outros.

A divisão Mitsubishi Electric, por exemplo, é uma das maiores fabricantes de elevadores do mundo. Já a Mitsubishi Heavy Industries atua em turbinas, foguetes, infraestrutura pesada e sistemas industriais complexos.
Hyundai também produz elevadores, navios e robôs
A Hyundai é outro conglomerado gigante e antes dos carros era famosa no mundo da navegação pois é também a maior fabricante de grandes embarcações no mundo. Além dos carros, o grupo sul-coreano atua em robótica, sistemas industriais e máquinas.

Nos últimos anos, a Hyundai intensificou investimentos em robôs humanoides após a aquisição da Boston Dynamics, mobilidade aérea urbana e veículos autônomos.
BYD produz baterias, ônibus, trens e sistemas de energia
A BYD também nasceu fora do setor automotivo. A empresa começou fabricando baterias recarregáveis para celulares e eletrônicos nos anos 1990.

Hoje, além dos carros elétricos e híbridos, atua em ônibus elétricos, caminhões, trens (o monotrilho de São Paulo usa trens da fabricante chinesa), painéis solares e baterias fornecendo até mesmo para outras fabricantes de veículos.
A transformação do setor automotivo mostra que os carros deixaram de ser apenas meios de transporte. Com conectividade, inteligência artificial e eletrificação, os veículos passaram a integrar ecossistemas digitais completos.
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