Quais são os carros e marcas mais vendidos no Brasil até 15/10
Vendas caem 5,7% sobre outubro de 2025: elétricos superam híbridos e Strada se mantém líder

O mercado brasileiro de veículos leves começou outubro com menos emplacamentos, mas com uma participação dos eletrificados muito superior à registrada um ano antes. Segundo levantamento da Bright Consulting, foram licenciados 103.184 automóveis e comerciais leves na primeira quinzena de 2026, queda de 5,7% sobre igual período de 2025.
Nesse cenário, os modelos elétricos e híbridos somaram 23.287 unidades, crescimento de aproximadamente 95% na comparação anual. E, nesse cenário, quais foram as marcas e modelos mais vendidos do país?

A eletrificação respondeu por 22,6% dos emplacamentos, contra 10,9% na primeira metade de outubro do ano passado. A BYD concentrou 67,4% das vendas de veículos totalmente elétricos, enquanto os híbridos convencionais ampliaram sua presença dentro do conjunto de tecnologias eletrificadas. Já a Fiat é líder geral do ranking.

O resultado geral exige uma ressalva. A primeira quinzena teve dez dias úteis, um a menos que no mesmo período de 2025. Pela média diária, o mercado cresceu 3,8% na comparação anual, para 10.318 veículos. Já diante de setembro, que teve o mesmo número de dias úteis, houve queda de 5,8%.
BYD Dolphin Mini 2026
BYD vende dois de cada três elétricos
Os veículos totalmente elétricos somaram 8.747 emplacamentos na quinzena. A participação de 67,4% da BYD significa que aproximadamente dois em cada três modelos dessa tecnologia vendidos no período eram da fabricante chinesa.
Hyundai HB20 Platinum Safety custa R$ 132 mil
Diego Cesilio 25.03.2026
O Dolphin Mini foi o principal responsável por esse desempenho. Com 3.840 unidades, o compacto respondeu sozinho por 43,9% do mercado de elétricos e terminou em terceiro lugar entre todos os automóveis e comerciais leves, atrás apenas de Fiat Strada e Hyundai HB20.

Com 8.896 emplacamentos, a BYD terminou em quarto lugar, apenas 71 unidades atrás da Chevrolet. A Bright atribui o recuo recente de participação da fabricante e da Geely à menor disponibilidade de estoques após meses de expansão.
Híbridos crescem, mesmo com avanço dos elétricos
Os híbridos também ganharam volume, mas o comportamento varia conforme a tecnologia. Os modelos convencionais, classificados como HEV e que dispensam recarga externa, somaram 4.171 unidades.
Sua participação dentro dos eletrificados passou de 14,3% para 17,9% na comparação com a referência de 2025 apresentada pela Bright.

A Toyota liderou entre as marcas nessa categoria, com 44,1%. Entre os modelos, porém, o primeiro colocado foi o Omoda 5, com 1.093 unidades e 26,2% dos emplacamentos de híbridos convencionais.

Os híbridos plug-in, que permitem recarga na tomada, registraram 6.906 unidades. A BYD também liderou nesse segmento, com 43,5%, mas a disputa entre os modelos ficou apertada: o Song Pro teve 1.183 emplacamentos, apenas 27 a mais que as versões plug-in do GWM Haval H6, com 1.156.

Já os híbridos leves somaram 3.131 unidades, com liderança da Jeep entre as marcas e do Avenger entre os modelos. Os veículos de autonomia estendida registraram outras 332 unidades, todas atribuídas ao Leapmotor C10.
Painel do Jeep Avenger Longitude MHEV 2027
Marcos Camargo Jr. 25.09.2026
Tecnologia, emplacamentos, participação entre os eletrificados
Elétricos — BEV 8.747 37,6%
Híbridos plug-in — PHEV 6.906 29,7%
Híbridos convencionais — HEV 4.171 17,9%
Híbridos leves — MHEV 3.131 13,4%
Autonomia estendida — REEV 332 1,4%

A perda de participação de plug-ins e híbridos leves dentro desse grupo não significa, por si só, queda de vendas. Como o total de eletrificados quase dobrou em um ano, uma tecnologia pode crescer em unidades e, ao mesmo tempo, perder espaço proporcional para outra.
Fiat e Volkswagen lideram; Toyota se recupera
A Fiat manteve a primeira posição, com 19.291 emplacamentos e 18,7% do mercado. A Volkswagen veio em seguida, com 16.459 unidades e 16%. Chevrolet, BYD e Hyundai completaram as cinco primeiras colocações.

A Toyota foi um dos destaques da quinzena: alcançou 7.462 unidades, subiu para 7,2% de participação e ganhou 1,5 ponto percentual diante de setembro, apoiada no desempenho de Yaris Cross e Hilux.
Posição, marca, emplacamentos e participação
1 Fiat 19.291 18,7%
2 Volkswagen 16.459 16,0%
3 Chevrolet 8.967 8,7%
4 BYD 8.896 8,6%
5 Hyundai 7.896 7,7%
6 Toyota 7.462 7,2%
7 Renault 4.834 4,7%
8 Jeep 3.803 3,7%
9 Honda 3.205 3,1%
10 GWM 3.162 3,1%
11 Chery 2.990 2,9%
12 Nissan 2.076 2,0%
13 Ford 1.995 1,9%
14 Geely 1.255 1,2%
15 Omoda 1.148 1,1%
Strada segue na frente, e HB20 avança com venda direta
Painel de instrumentos do Volkswagen T-Cross Extreme
Marcos Camargo Jr 29.06.2026
Entre os modelos, a Fiat Strada manteve a liderança com 6.958 unidades. O Hyundai HB20 ficou em segundo, com 5.580, mas com uma característica relevante: 91,5% dos emplacamentos ocorreram por venda direta.
O número evidencia o peso desse canal no resultado do hatch, embora não permita atribuir todas essas unidades às locadoras.

O Dolphin Mini completou o pódio, seguido por três Volkswagen: T-Cross, Tera e Polo. O Toyota Yaris Cross foi o sétimo colocado, enquanto Haval H6 e Tiggo 7 apareceram praticamente empatados, separados por oito unidades.
Posição, modelo e emplacamentos
1 Fiat Strada 6.958
2 Hyundai HB20 5.580
3 BYD Dolphin Mini 3.840
4 Volkswagen T-Cross 3.594
5 Volkswagen Tera 3.397
6 Volkswagen Polo 3.297
7 Toyota Yaris Cross 3.074
8 Fiat Toro 2.799
9 Volkswagen Saveiro 2.742
10 Fiat Argo 2.729
11 Renault Kwid 2.577
12 Fiat Pulse 2.203
13 GWM Haval H6 1.963
14 Chery Tiggo 7 1.955
15 Toyota Hilux 1.885
Fonte das tabelas: Bright Consulting, primeira quinzena de outubro de 2026.

As vendas diretas responderam por 50,4% do mercado, enquanto os emplacamentos de showroom recuaram 12,3% diante da primeira metade de setembro.
Ao mesmo tempo, as marcas chinesas ficaram com 20,6% do total: abaixo dos 22,7% de setembro, mas muito acima dos 9,6% de um ano antes.
O fechamento de outubro mostrará quanto dessa acomodação está ligado ao calendário e à disponibilidade de veículos. Até a quinzena, o acumulado de 2026 ainda apresentava crescimento de 17,7%, com 2,25 milhões de automóveis e comerciais leves emplacados.
A mudança mais evidente continua na composição das vendas: eletrificados ganham espaço, e a disputa passa a envolver tanto o avanço das chinesas quanto a reação das fabricantes tradicionais.
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