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Stellantis anuncia kit de troca de correia banhada a óleo por corrente para linha Peugeot e Citroën

Kit é oferecido após um amplo recall na Europa: marca também teve problemas no Brasil

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Motor equipado com correia banhada a óleo Stellantis/Divulgação

A crise envolvendo a correia banhada a óleo dos motores PureTech 1.2 da Peugeot e Citroën ganhou um novo capítulo na Europa. Depois de anos de reclamações, recalls, processos judiciais e indenizações a consumidores, empresas independentes começaram a vender kits que substituem o sistema original por corrente metálica de comando, solução considerada mais robusta e durável.


Motor equipado com correia banhada a óleo Stellantis/Divulgação

O movimento ocorre justamente após a Stellantis admitir os problemas de desgaste prematuro da correia nos motores 1.0 e 1.2 PureTech vendidos por Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall no mercado europeu. A fabricante ampliou garantias, criou plataformas de ressarcimento e iniciou campanhas de recall em diversos países europeus.

Motor equipado com correia banhada a óleo Stellantis/Divulgação

A novidade agora é o surgimento de um kit de conversão desenvolvido pela empresa europeia Pro Chain. O conjunto substitui completamente a correia banhada a óleo por corrente metálica sem necessidade de modificações profundas no bloco do motor. O kit inclui corrente, engrenagens, tensor, guias e até nova linha de lubrificação.


Quanto custa o kit na Europa?Na Europa, fóruns especializados e comunidades de donos de Peugeot e Citroën afirmam que o preço estimado do kit gira em torno de 600 euros apenas pelas peças, sem incluir mão de obra e impostos locais. Em conversão direta, isso representa algo próximo de R 6,3 mil.

Peugeot 208 visto de frente e de traseira Stellantis/Divulgação

A solução tenta acabar com um dos maiores problemas recentes da indústria automotiva europeia. Nos motores PureTech, a correia trabalha mergulhada no óleo do motor para reduzir atrito e melhorar eficiência energética. Porém, com o tempo, a borracha da correia pode se degradar prematuramente, liberando resíduos que contaminam o óleo e podem entupir o pescador da bomba de óleo.


Citroën C3 visto de frente Stellantis/Divulgação

Os sintomas vão desde perda de potência e aumento no consumo de óleo até falhas graves de lubrificação e quebra completa do motor. Proprietários europeus relatam trocas de correia antes dos 60 mil km e até substituição completa do motor.

Stellantis reconhece o problemaA própria Stellantis reconheceu oficialmente o problema ao ampliar a cobertura dos motores PureTech para até 10 anos ou 180 mil quilômetros em alguns mercados europeus. A fabricante também passou a reembolsar clientes que tiveram gastos com reparos relacionados à degradação da correia.


Peugeot 208 visto de frente Stellantis/Divulgação

A crise foi tão grande que a Stellantis decidiu abandonar gradualmente os motores PureTech antigos na Europa. Parte da estratégia inclui adoção de motores mais recentes com corrente metálica e até o uso da família Firefly, desenvolvida originalmente pela Fiat. Hoje o Puretch segue presente em versões do Panda antigo e Grande Panda mas também em carros 1.2 linhas Opel, Citroën e Peugeot. Brasil foi afetado com linha 208 e C3No Brasil, o problema também ficou conhecido. A PSA utilizou o motor 1.2 PureTech aspirado em modelos como Peugeot 208 e Citroën C3 entre 2016 e 2022. Embora em menor escala que na Europa, oficinas independentes e consumidores relataram desgaste prematuro da correia e aumento no custo de manutenção.

Chevrolet Onix RS 2026 visto de frente Marcos Camargo Jr 02.09.2025

GM também usa mesmo recurso mecânicoO cenário brasileiro acabou ganhando ainda mais repercussão por conta da General Motors. Os motores 1.0 turbo e 1.2 turbo da família CSS Prime usados em Chevrolet Onix, Onix Plus, Tracker e Montana também utilizam correia banhada a óleo. A GM precisou rever procedimentos de manutenção, ampliar garantias em alguns casos e atualizar componentes para reduzir desgaste prematuro da correia.

Apesar das semelhanças técnicas, a GM afirma que os motores utilizados no Brasil possuem especificações diferentes das adotadas nos antigos PureTech europeus. Ainda assim, o tema virou motivo de preocupação entre consumidores e ajudou a aumentar a desconfiança do mercado em relação ao conceito de correia dentada imersa em óleo.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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